Por julia.amin

Rio de Janeiro - A atividade econômica apresentou um crescimento de 0,84% em abril, em relação a março, segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o período) divulgado nesta sexta-feira pelo Banco Central.

O resultado de abril, que o órgão emissor utiliza para antecipar tendências do Produto Interno Bruto (PIB), também evidencia uma desaceleração, já que o mesmo indicador tinha registrado um crescimento de 1,07% em março, com relação ao mês anterior. O dado em questão foi divulgado após o governo ter informado que a economia só cresceu 0,6% no primeiro trimestre, um número bem abaixo das expectativas dos economistas, que esperavam uma expansão de 0,9%.

De acordo com o Banco Central, sem levar em conta os fatores estacionais, a atividade econômica apresentou um crescimento de 4,85% em abril, em comparação com o mesmo mês de 2012, e acumulou uma expansão de 3,43% nos primeiros quatro meses do ano frente ao mesmo período do último ano e de 1,66% nos últimos 12 meses até abril. O IBC-Br agrupa informações sobre o crescimento da indústria, da agropecuária e dos serviços, sendo utilizado para antecipar as tendências da atividade econômica.

Segundo o BC, o resultado de abril foi impulsionado principalmente pelo crescimento da produção industrial - de 1,8%, em relação ao mês de março -, e das vendas dos comerciantes no varejo, de 0,5%. Os resultados decepcionantes dos primeiros meses do ano obrigaram o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a admitir que o governo reduzirá sua previsão de crescimento da economia em 2013, que até então era de 3,5%.

Os analistas do mercado financeiro vêm reduzindo suas projeções semanalmente e, na última pesquisa realizada pelo Banco Central, situaram a projeção de crescimento do PIB deste ano em 2,53%. Essa previsão joga por terra a expectativa do governo de que, após dois anos de desaceleração, a economia nacional obteria uma forte recuperação em 2013, embora, em todo caso, ela ainda seguirá maior do que a do último ano. Após ter registrado uma expansão de 7,5% em 2010, a economia cresceu apenas 2,7% em 2011 e 0,9% em 2012.

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