Juro bancário recua mesmo após alta da taxa básica

Em maio, custo para pessoa física caiu 0,3 ponto para 34,2% ao ano, informa BC

Por bferreira

Rio - Apesar do aumento dos juros básicos da economia, as taxas bancárias médias dos empréstimos para pessoas físicas recuaram 0,3% em maio e 3,6% nos últimos doze meses, indo a 34,2% ao ano. Segundo informações do Banco Central, a variação mensal refletiu, principalmente, o comportamento das taxas vinculadas às modalidades com recursos livres, como cheque especial, empréstimo para aquisição de veículos e crédito pessoal.

A taxa média geral de juros, que inclui pessoas física e jurídica, por sua vez, recuou 0,4% no mês passado e 3% nos últimos doze meses. Situada em 18,1% em maio, foi o menor patamar observado no ano.

Esse recuo entra em contradição com o aumento para os juros básicos da economia definidos pelo Banco Central em abril e maio deste ano. Em abril, a taxa Selic subiu de 7,25% para 7,5% ao ano e, em maio, avançou para 8%. Ou seja, nesses dois meses, a alta foi de 0,75%.

PESSOA FÍSICA

Em operações com pessoas jurídicas, a taxa média de juros também foi reduzida. Após manter o nível estável desde janeiro deste ano, a taxa recuou 0,5% em maio, para 13,5%, acumulando declínio de 2,7 % em doze meses.

Já nas contratações com recursos livres, o custo do crédito para empresas caiu 0,7% no mês, ao atingir 18,5%, salientando-se as retrações nos juros das modalidades capital de giro, desconto de duplicatas e conta garantida. Da mesma forma, a taxa relativa ao crédito direcionado também caiu 0,2%, para 7%, com ênfase para a queda de 0,3% na taxa referente aos financiamentos do BNDES.

Menor inadimplência

O nível de inadimplência do sistema financeiro, que corresponde à participação das operações com atraso superior a noventa dias, manteve, pelo quarto mês consecutivo, a taxa estável em 3,6% do total de crédito, o que representa o menor patamar desde janeiro de 2012, registrando diminuição de 0,3 ponto percentual em doze meses.

Essa estabilidade nos índices de inadimplência do país foi percebida tanto nas operações com pessoas físicas quanto nas operações com pessoas jurídicas, sendo que, nos últimos doze meses, houve recuo de 0,7%, no primeiro caso, e elevação de 0,1% no segundo caso.

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