Petroleiros cruzam braços em Campos

Funcionários da Petrobras reclamam de suspensão da hora extra

Por bferreira

Rio - Petroleiros de 39 plataformas da Petrobras, na Bacia de Campos, no Norte Fluminense, aderiram ontem à paralisação de 24 horas de suas atividades. A greve foi em protesto contra a suspensão do pagamento de hora extra e do repouso semanal remunerado. Trinta e sete unidades pararam parcialmente e outras duas deixaram de produzir totalmente. Segundo o sindicato da categoria na região, a adesão de funcionários chegou a 90%.

Em nota a Petrobras informou que “tem como prática nesse tipo de mobilização tomar todas as medidas necessárias para garantir a normalidade das operações da companhia, de modo a não haver qualquer prejuízo às atividades da empresa e ao abastecimento do mercado, sendo mantidas as condições de segurança dos trabalhadores e das instalações da empresa”.

De acordo com o sindicato, pararam as plataformas P-07, P-15 e P-35. No início da tarde de ontem, a P-15 retomou as atividades. No período em que ficou sem funcionar mais de dois mil barris de petróleo deixaram de ser produzidos.

GREVE DO SETOR ELÉTRICO

Os trabalhadores do setor elétrico em greve vão ter que mater 75% das unidades e os setores de geração, transmissão e distribuição de energia em funcionamento. A decisão foi tomada ontem pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) em caráter liminar. O presidente do TST, ministro Carlos Alberto Reis de Paula, assinou o pedido em favor da Eletrobras. A greve não foi considerada abusiva.

O funcionários estão em greve desde o último 15. Nova audiência de conciliação foi marcada para segunda-feira, às 14 horas, no TST.

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