Procura por agasalhos faz o preço subir no Rio

Para economizar, o ideal é comprar em supermercados e lojas de departamento

Por bferreira

Rio - O frio pegou os cariocas de surpresa que tiraram casacos e cobertores dos armários. Com temperaturas muito abaixo do normal para a cidade, moradores e peregrinos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) desprevenidos aumentam procura por agasalhos no comércio, pressionando para cima os preços dos produtos. Para quem quer economizar, o ideal é recorrer à seção de vestuário dos supermercados e lojas de departamentos.

Na rede de hipermercados Extra, por exemplo, é possível encontrar mantas a partir de R$ 29,90. Já na Leader, os edredons para cama de casal custam a partir de R$ 39,99.

Queda na temperatura faz crescer procura por casacos e cobertoresBanco de imagens

Os casacos, porém, pesam um pouco mais no bolso. Na Renner, os blusões masculinos mais baratos custam R$ 49,90 e as jaquetas variam de R$ 59,90 a R$ 199. Nas lojas da Mercatto, mulheres conseguem comprar agasalhos a partir de R$ 49,90. Na C&A, as jaquetas de diversos estilos custam de R$99,90 a R$ 229.

Para Daniel Plá, professor de varejo da FGV, o ideal é esperar para comprar roupas de inverno depois que o tempo esquentar um pouco.

“Quando a temperatura aumentar, em um ou dois dias os preços voltam a cair 30%. Por enquanto, as lojas interromperam liquidações de inverno e aproveitaram para subir preços, já que a procura por agasalhos aumentou e a cidade está cheia de pessoas que vieram de fora e não estavam preparadas para o frio”, avalia.

Hortaliças não foram prejudicadas

Com a temperatura mínima em torno de 6°C na Região Serrana do Rio, a produção de hortaliças não deve ser prejudicada. Segundo o secretário estadual de Agricultura, Christino Áureo, que os técnicos da área ainda não detectaram nenhum problema de excesso de frio para a produção de folhosas na região.

“Nesse patamar de frio, a produção resiste bem. Pode haver um comprometimento caso a temperatura chegue a zero grau por longo tempo, acompanhada de geada. O que não é comum no estado”, frisou.

Áureo confirmou que até mesmo a produção do tomate está estável e, consequentemente, o preço também ficará nos patamares atuais.

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