Por bferreira

Rio - Por sua simplicidade e tradição, a caderneta de poupança é um dos investimentos mais usados no país. Sua popularidade se deve ao fato de não exigir um limite mínimo para aplicação, não cobra taxa de administração, não impõe limite para resgate nem prazo de carência. Também há isenção de renda e IOF. É preciso ter em mente que os valores aplicados sejam compatíveis com os gastos dos investidores. Saiba mais.

Por Jair Abreu Júnior

PERGUNTA E RESPOSTA

“Quanto devo reservar por mês para investir numa caderneta de poupança e ter um bom retorno?”

Fernanda, Tijuca

Fernanda, para depósitos feitos a partir do dia 4 de maio de 2012, quando a Selic (taxa básica de juros ) for igual ou menor que 8,5% ao ano, o rendimento da poupança será de 70% da meta da Selic ao ano, mais Taxa Referencial (TR). Porém, quando a taxa de juros for superior a 8,5% ao ano, o rendimento da poupança será de 0,5% ao mês, mais TR. Para os depósitos feitos antes do dia 4 de maio de 2012, vale essa mesma regra.

A caderneta é uma boa opção para quem procura um investimento com baixo risco, que oferece liquidez diária e rendimento garantido. Não é preciso ser correntista do banco e basta levar cópia e original do CPF, identidade e comprovante de residência.

É importante estar atenta, porém, às tarifas de movimentação da conta, que devem ser gratuitas. Em seguida, tenha em sua mente que a data de aniversário da poupança, ou seja, o dia da sua abertura, é a referência para a remuneração mensal.

É possível fazer o resgate da poupança em qualquer momento, mas antes da data de aniversário não serão creditados os rendimentos, que são calculados mensalmente.

Por fim, procure analisar também outras possibilidades e considere o seu perfil, a taxa de retorno, o tempo que poderá deixar o dinheiro investido, a idoneidade da instituição financeira e os riscos inerentes. O quanto você deverá investir, dependerá do montante que tiver disponível para tal.
É recomendável que seu investimento esteja compatível com seus gastos. Vale lembrar a regra que diz que não devemos comprometer mais de 20% dos rendimentos com certas obrigações. Boa sorte!

Jair Abreu Júnior é coordenador em Gestão Financeira da Universidade Estácio de Sá.

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