Rio - A Fundação Getulio Vargas (FGV) e O DIA promovem amanhã o primeiro seminário ‘Finanças Públicas, Royalties e Educação’ para avaliar a aplicação adequada dos recursos, oriundos da exploração do petróleo do pré-sal, na Educação e na Saúde. Conforme previsões do governo, nos próximos 30 anos devem ser arrecadados R$ 362 bilhões em royalties, que serão distribuídos entre os municípios do país.
De acordo com um dos organizadores do evento, o professor de Economia e Administração da FGV, Istvan Karoly Kasnar, os prefeitos não devem perder a oportunidade para aplicar as verbas adequadamente.
Já o cientista político Wilson Diniz, também organizador do seminário, lembra que apesar de os municípios produtores, principalmente do Norte Fluminense, terem recebido volumosas quantias nos últimos anos referentes a royalties, os índices de Desenvolvimento de Educação Básica (Ideb) continuam abaixo das metas propostas.
Segundo Diniz, cidades da região sofrem do que se chama de “doença holandesa", quando a atividade econômica é baseada em um único recurso natural e finito. As outras atividades são afetadas e não se desenvolvem, comprometendo toda a cadeia produtiva.
Educação Básica é o foco
O cientista político Wilson Diniz alerta que o objetivo do evento é mostrar a necessidade de investimentos na Educação Básica como forma de mudar o quadro negativo do setor no país.
Para debater o tema, o seminário, que ocorre amanhã no Hotel Windsor Guanabara, no Centro, terá a presença entre outros palestrantes do deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ), do vice-governador, Luiz Fernando Pezão, e do senador Lindbergh Farias (PT-RJ). A palestra ‘A Educação como política de desenvolvimento - um enfoque para a competitividade” será ministrada pelo reitor da FGV, Antonio de Araújo Freitas.
A professora Fátima Bayma apresentará o tema “Educação e ensino nas escolas municipais, investimentos no aluno, nos professores e tecnologia educacional’.