Acionistas incluíram ex-ministro em ação contra OGX Petróleo
Por tamyres.matos
Rio - Até um ex-ministro da Fazenda entrou no imbróglio da OGX Petróleo, que teve seu plano de recuperação judicial aprovado no fim do ano passado, em uma iniciativa que beneficia grandes credores em detrimento dos pequenos. Para reverter a situação, acionistas minoritários entraram na Justiça sexta-feira em ação contra Eike Batista, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o economista Pedro Malan, que foi conselheiro independente da petroleira desde 2008 até o ano passado.
Os minoritários cobram ressarcimento dos prejuízos que tiveram com a queda das ações da petroleira, e também pedem uma indenização por danos morais. Se a ação for vitoriosa, os valores serão estipulados pela Justiça. Os papéis da OGX caíram 98,7%, saindo de R$ 23 em outubro de 2010 para menos de R$ 0,30, feito que acabou excluindo a petroleira da Bolsa de Valores.
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O ex-ministro Malan foi arrolado no processo acusado de omissão e negligência por “não se informar, fiscalizar, investigar, se opor ou denunciar as irregularidades cometidas pela empresa.” Isto porque o controlador da empresa, à época, informava por canais não oficiais que a companhia possuía reservas de petróleo muito superiores às que realmente existiam.
Malan deixou o conselho da OGX em julho de 2013. Atualmente ele preside o conselho consultivo internacional do Itaú Unibanco, o maior banco privado do país.