Por nara.boechat
Rio - Com o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para compras com cartão de débito e saques no exterior, os brasileiros que estão com viagens marcadas procuram alternativas para compensar a taxa extra. Uma delas, por exemplo, é o cartão-presente, vendido em lojas nos Estados Unidos, com o objetivo de amenizar a tributação de 6,38% anunciada pela equipe econômica da presidenta Dilma no último mês.

O novo índice forçou o contribuinte a encontrar uma saída viável para continuarem comprando durante a viagem sem ter que pagar imposto mais alto. Para fugir do IOF, turistas enchem os bolsos com dinheiro em espécie.

Felipe Santos foi para a Europa no fim de 2012%2C visitou Reino Unido e Portugal e levou uma parte em dinheiro%2C para despesas emergenciaisDivulgação

Professor de Economia do Ibmec-Rio , Mauro Rochlin explica, no entanto, que a prática não é tão segura. “O porte de dinheiro vivo implica em maior risco de perda e roubo, em contrapartida o uso de cartões acarreta um custo adicional com o IOF”, comparou.

Mesmo assim, essa foi a forma usada pelo jornalista Felipe Santos, de 27 anos. Ao viajar para o Reino Unido e Portugal no último mês, levou uma quantia de libras em espécie. “Como estratégia de abrir mão do uso do cartão de crédito, preferi carregar também alguns reais, caso fosse necessário trocar pela moeda regional”, disse.
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Porém, devido à insegurança e falta de conforto que o dinheiro proporciona, o cartão-presente é a opção que mais vem sendo usada pelos brasileiros que viajam aos Estados Unidos, principalmente.
Cartão tradicional
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A forma de pagamento funciona como um cartão de débito tradicional e é vendida nas lojas de conveniência e mercados norte-americanos. As principais vantagens são a retomada do sentimento de segurança que oferece e a facilidade por serem aceitos em qualquer lugar que tenha máquinas das bandeiras Visa, Mastercard ou American Express.
Esses cartões proporcionam aos consumidores economia de 5% por transação. Se lançassem mão do crédito ou débito, turistas brasileiros teriam que desembolsar mais R$154,86 de IOF para cada R$ 2.425 nas compras fora do país, por exemplo.Já a desvantagem é a impossibilidade de sacar o saldo disponível no dispositivo. É preciso usar todo o saldo na viagem. Para quem quer comprar o vale no Brasil, precisa ter um cartão de crédito. Assim, terá que arcar com os custos adicionais do IOF, de acordo com especialistas.
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Os prós e contras das formas de pagamento de compras no exterior
Não andar com dinheiro em espécie é uma das principais vantagens de usar o cartão de crédito. A forma de pagamento também possibilita que o consumidor quite a compra com a cotação do dólar na data do vencimento da fatura. Isso também se torna perigoso, já que a moeda pode valorizar como desvalorizar.
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Já o cartão de débito garante a cotação da moeda na época em que foi confirmada a compra. Ou seja, as oscilações do dólar não influenciam nas taxas, garantindo o valor da moeda na época em que foi certificada a compra. Em contrapartida, é preciso analisar quanto a instituição financeira cobra por cada operação, para saber se realmente vale a pena usar o dinheiro de plástico.
Ao fazer saques no exterior, o contribuinte também vai para o IOF, já que as retiradas costumam ser taxados pelas instituições financeiras a cada transação feita. Porém, a modalidade pode ser usada como uma medida emergencial. Mas, da mesma forma que o cartão de débito, as transações têm valores determinados. É necessário avaliar.