Por bferreira

Rio - A Secretaria Estadual de Educação se reuniu ontem com representantes da União dos Professores Públicos do Estado (Uppes) para dar continuidade aos debates do Grupo de Trabalho (GT), a pedido do Supremo Tribunal Federal (STF). O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) foi convidado a participar do encontro, mas informou que não vai fazer parte do GT, enquanto a Uppes estiver presente.

Essa questão vem sendo discutida desde o ano passado. O Sepe alega que a decisão do STF foi tomada após a greve, liderada pelo sindicato. E que, portanto, o GT deveria ser composto apenas pelos seus representantes. O secretário de Educação, Wilson Risolia, por sua vez, afirma que o acordo com o Supremo não estabelece que as reuniões aconteçam apenas com o Sepe.

“Não faz sentido haver dois sindicatos e negociar apenas com um”, disse ele em entrevista à coluna no mês passado.

Mesmo com a polêmica, as reuniões vêm acontecendo apenas com a presença da Uppes. Ontem, foram debatidas três questões: um terço da carga horária para planejamento; uma matrícula por escola; e o enquadramento por formação dos servidores administrativos. O secretário destacou ainda que, em maio, acontecerá um fórum para discutir as Matrizes Curriculares.

CARGA HORÁRIA

O secretário ressaltou que atualmente a carga horária de planejamento da rede está de acordo com o estabelecido pelo Conselho Nacional de Educação. Para os professores com jornada de 22 horas, único grupo que possui uma defasagem, segundo a secretaria, haverá compensação financeira.

MATRÍCULA ÚNICA

Com relação à reivindicação de uma matrícula por escola, Risolia afirmou que apenas 7% dos docentes lecionam hoje em duas unidades de ensino ou mais. Ainda de acordo com ele, a proposta é ter, em cinco anos, 100% dos professores com uma matrícula por escola, como pedem os sindicatos.

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