Rio - Pouco mais de sete anos após o lançamento da pedra fundamental do Superporto do Açu, a francesa Technip e a National Oilwell Varco, com sede em Houston (EUA), se preparam para começar a produzir dutos submarinos para o setor de petróleo. Serão as primeiras atividades do porto, elaborado para ser um dos maiores terminais do país, mas que sofreu com a derrocada de Eike Batista. A inauguração das fábricas está prevista para o mês que vem.
Vizinhas no porto, as unidades são concorrentes no fornecimento de dutos flexíveis para a produção de petróleo em alto mar. Ficam em frente ao estaleiro da OSX, que teve obras paralisadas ano passado, resultado da crise da OGX — hoje OGPar. Foram construídas para atender a projetos do pré-sal, que demandam grandes quantidades de dutos especiais, com capacidade para resistir às elevadas pressões do fundo do mar.
“A unidade do Açu é a mais moderna fábrica da Technip no mundo”, afirmou Nelson Prochet, diretor de RH da companhia francesa.
Com investimento de R$550 milhões, as instalações vão produzir linhas flexíveis com diâmetro maior — até 22 polegadas — do que os fabricados pela empresa em sua unidade de Vitória (ES) — limitada a 14 polegadas. Em janeiro, a Technip anunciou dois contratos com a Petrobras para fornecer cerca de 100 quilômetros de linhas para os projetos Sapinhoá Norte e I5, no campo de Lula, na Bacia de Santos, que já serão produzidos na nova unidade.
A empresa treinou 200 trabalhadores da região para o início das operações. Quando estiver a plena carga, vai gerar 550 empregos diretos. A vocação petrolífera do porto é uma aposta do governo do estado para ocupar a área de 70 quilômetros quadrados desapropriada para polo industrial na região.
IMX, de Eike Batista, reduz para 20% a participação no Rock in Rio
A organização do Rock in Rio vendeu uma participação de 50% do festival de música para a produtora norte-americana SFX. O negócio foi fechado em R$ 150 milhões. Com a transação, a IMX, empresa de entretenimento do empresário Eike Batista, continua sendo sócio do Rock in Rio, mas reduziu sua participação de 50% para 20% na Rock World, empresa detentora da marca e responsável pela promoção e produção dos festivais de música.
De acordo com nota, a IMX aponta que sua participação visava, prioritariamente, expandir os negócios do Rock in Rio para novos mercados. “Através de suas conexões internacionais a IMX colaborou para atingir esta meta, formando novas parcerias, viabilizando novos projetos como o Rock in Rio em Las Vegas e aumentando a visibilidade da marca no mercado americano”, informou em nota.
A entrada da SFX, segundo divulgou a IMX, reforçará “a estratégia de internacionalização do festival”.
Eike Batista segue, com esta transação, reduzindo sua participação em todos os negócios que anteriormente fizeram parte Grupo EBX, outrora conhecido como Império X.