Ajude a financiar projetos pela rede

Quando se trata de doações para causas sociais, no entanto, pouca gente dá bola

Por O Dia

Rio - Já há algum tempo que produtores culturais de todo o mundo embarcaram na onda dos financiamentos coletivos via internet, também comumente chamados de crowdfunding. Trata-se de uma espécie de vaquinha online: com um pouco da grana de cada um, viabiliza-se um projeto. Shows, livros, viagens, exposições... Tudo pode ser alvo de um financiamento coletivo. Até porque sempre há contrapartidas para quem colabora.

Ajude a financiar projetos pela redeDivulgação

Na área de cultura e entretenimento, ok, muita coisa tem se ajeitado com alguma facilidade com o tal do crowdfunding. Quando se trata de doações para causas sociais, no entanto, pouca gente dá bola. Daí a boa sacada da recém-chegada Kickante, desenhada para quem tem uma grana extra, responsabilidade social e vontade de ajudar.

A plataforma possui especial trato com instituições das áreas social e ambiental. Você encontra lá, por exemplo, uma campanha para o Instituto Chico Anysio, que financia pesquisas de células-tronco para o combate ao enfisema pulmonar. Ou o projeto para a instalação de placas solares que vão gerar energia elétrica no Quilombo do Grotão, em Niterói. Há muita coisa interessante à espera da colaboração privada. Até porque, como se sabe, não podemos esperar nada do Estado.

Os projetos do Kickante estão dando certo. A respeitada ONG Médicos sem Fronteira, por exemplo, arrecadou R$ 41 mil para um projeto que pretendia levantar apenas R$ 10 mil. Bola dentro. Vale a pena dar uma espiada no site Kickante.com.br. Ninguém tem nada a perder.

AMOR NA REDE

Pessoal adora falar que a internet aniquila relacionamentos, daqueles à moda antiga. Não deixa de ser verdade, mas a coisa não é tão grave. Segundo pesquisa da Pew divulgada semana passada, somente 10% dos internautas assumem que a rede exerce impacto grande sobre a relação com parceiros mais próximos. Outros 17% disseram que houve um impacto menor e 74% responderam que não houve qualquer impacto real. Ou seja: o problema não está na internet. Está no casal. Mas, como a gente sempre tem lascar a culpa em alguém, sobrou para a pobre rede.

DESISTÊNCIA

Bem sintomática a pesquisa do Ibope E-commerce. Diz que, em 2013, os internautas brasileiros chegaram a colocar nos carrinhos de compra nada menos que 17 milhões de smartphones. Na hora H, entretanto, somente 1,8 milhão de aparelhos foram vendidos. Faltou informação? Faltou sistema eficiente de vendas? Tudo junto. Mesmo assim, esses produtos movimentaram R$1,3 bilhão no e-commerce brasileiro ano passado.

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