Por thiago.antunes

Rio - Quem nunca se sentiu perseguido no ambiente de trabalho, seja pelo chefe ou pelos colegas? Essa não é uma situação rara e alguns gestores têm atitudes que podem ser classificadas como assédio moral. Nesse caso, a empresa corre risco de ser responsabilizada por não fiscalizar a conduta de funcionários e até mesmo sofrer ação trabalhista movida por quem foi importunado.

Mas é importante saber identificar o que é realmente digno de estar na justiça e o que são apenas problemas do dia a dia. É normal que desavenças estejam presentes no ambiente de trabalho. Se todos concordassem, não haveria evolução. Mas assédio moral é muito mais sério, envolvendo violência psicológica por parte do chefe ou colegas. Veja abaixo como agir em situações como essa.

Pergunta e resposta

“Tenho menos de um ano na empresa e estou sofrendo perseguição do meu chefe. O que devo fazer para evitar problemas e me manter estável no ambiente de trabalho?” André, Copacabana

Olá, André!

O assédio moral não deve ser confundido com conflitos eventuais do dia a dia. O Poder Judiciário define assédio moral como atentado contra a dignidade humana: “Situação em que uma pessoa ou um grupo de pessoas exerce violência psicológica extrema, de forma sistemática, frequente e durante tempo prolongado sobre outra pessoa que se desestabiliza psicologicamente”.

A lei prevê que para casos de marginalização no ambiente de trabalho, procede a indenização por dano moral. A pressão psicológica pode existir, não só da parte do chefe para com o subordinado, mas também entre os próprios colegas de trabalho, com vários objetivos, como forçar um pedido de transferência ou até mesmo uma demissão.

Se a sua situação não melhorar ou estiver atrapalhando seus resultados, você precisará se posicionar. Caso a empresa tenha um RH confiável e ativo, é possível denunciar o chefe, com provas concretas e inquestionáveis e como apoio de colegas que também sofreram o mesmo tipo de perseguição ou assédio.

Caso você tenha receio de represálias, uma outra alternativa é escrever cartas anônimas aos diretores e ao presidente da empresa, anexando as provas do assédio moral. De qualquer forma, o processo judicial é importante para ressarcir danos morais e reeducar os maus chefes. Se você não encontrar apoio na sua empresa, porém, é porque aí não é um bom lugar para trabalhar e o melhor a fazer, além da denúncia formal, será buscar outras oportunidades de emprego. 

Por fim, vale lembrar o conselho do Steve Jobs, o fundador da Apple: “Tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário”. Boa sorte!

Janaina Ferreira é professora do Ibmec-RJ

Você pode gostar