Por thiago.antunes

Rio - O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou o último pregão de março com alta acumulada de 7,05%, chegando ao melhor desempenho mensal desde janeiro de 2012. Uma das principais influências foi a pesquisa, da Confederação Nacional da Indústria (CNI) com Ibope, que apontou queda na aprovação do governo Dilma Rousseff. Quando o relatório foi divulgado, no último dia 27, o Ibovespa chegou a subir 3,5%.

Queda da popularidade da presidenta Dilma também influiu na bolsaDivulgação

Nesta segunda-feira, o índice avançou 1,30%, a 50.414 pontos, rompendo a “barreira psicológica”, termo que define como desafio a ultrapassagem dos 50 mil pontos. As principais influências positivas foram das ações da construtora e incorporadora Gafisa, que lideraram as altas do índice no dia, com valorização de mais de 5%. Os papéis da mineradora Vale subiram mais de 1%, levantando ainda mais o Ibovespa, com esperanças de que o governo da China lance medidas de estímulo à economia.

Maior queda em seis meses

O dólar acumulou, na última sessão do mês, queda de 3,22% em março, sendo o maior recuo mensal desde setembro de 2013, quando perdeu 7,08%. Entretanto, a moeda norte-americana registrou valorização de 0,44% ante o real ontem, fechando a R$ 2,26 para venda. O Banco Central faz intervenções diárias no mercado desde o ano passado, com leilões de swap cambial (venda de contratos em dólar). Mas especialistas esperam que ação se torne mais moderada em breve.

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