Por bferreira

Rio - Os professores da rede estadual de Educação que participaram da greve e tiveram os salários descontados receberão os valores debitados assim que repuserem as aulas. O acordo foi reafirmado ontem, durante reunião entre os integrantes do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) e a Secretaria Estadual de Educação.

A pasta também destacou que os processos administrativos estão suspensos. A proposta é que a medida seja formalizada por meio de decreto do governador. Com isso, os processos seriam arquivados para fins funcionais e de plano de carreira. Inicialmente, os descontos serão devolvidos em agosto, mas o Sepe solicitou folha de pagamento suplementar ainda para este mês.

Já a lotação dos professores que aderiram à greve ainda é uma questão delicada. A secretaria informou que como a paralisação foi considerada ilegal, o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado (TCE) exigiram que os alunos não ficassem sem aulas. Com isso, as vagas que foram preenchidas vão permanecer com os docentes que a ocuparam inicialmente.

Com o remanejamento das vagas, os professores reclamam que estão deixando escolas que lecionam há anos. Segundo o sindicato, são aproximadamente 190 profissionais que perderam a lotação. O Sepe argumentou que a convocação de concursados foi para ocupar vagas já existentes, e que a greve é um direito. Portanto, essa lotações não poderiam ter sido ofertadas a concursados. O sindicato completou que o remanejamento fere o que foi acordado pelo governo no Colégio de Líderes na Alerj.

Hoje, às 10h, em sua sede, a entidade promove plenária dos profissionais da rede estadual que estão fora da grade horária. No dia 16 de agosto, será a reunião do conselho deliberativo da rede estadual.

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