Coluna do Aposentado: 40 milhões vão pressionar os presidenciáveis

Força Sindical vai convidar os candidatos para participar de uma sabatina individual

Por felipe.martins , felipe.martins

Rio - Aposentados e pensionistas de todo o país vão pressionar os candidatos à Presidência da República a atenderem suas reivindicações com um argumento de peso. Com um contingente de pelo menos 40 milhões de pessoas que podem votar. Entre segurados do INSS e servidores públicos inativos, a categoria quer mostrar que esse segmento tem como decidir a eleição presidencial deste ano.

As lideranças do movimento nacional dos aposentados já procuraram os principais candidatos para que eles incluam suas propostas nos programas de governo. Entre os pontos que querem ver contemplados estão a recuperação das perdas e recomposição do poder de compra dos benefícios; fim do fator previdenciário; mesmo aumento para todos independente do valor das aposentadorias e pensões; e isenção de Imposto de Renda para os benefícios previdenciários até o teto de R$ 4.390,24.

“Já fizemos contato com as assessorias dos três candidatos que estão na frente das pesquisas eleitorais. Estudamos os programas deles e não há nada específico para os aposentados. Encaminhamos nossas propostas, mas ainda não nos deram retorno”, reclama Warley Martins, presidente da Confederação Brasileira dos Aposentados (Cobap), referindo-se à presidenta Dilma Rousseff (PT), ao senador Aécio Neves (PSDB) e ao ex-governador Eduardo Campos (PSB).

Presidente licenciado do Sindicato Nacional dos Aposentados, ligado à Força Sindical, João Batista Inocentinni (foto) revelou à coluna que a central sindical vai convidar os candidatos para participar de uma sabatina individual.

“Além dos três primeiros nas pesquisas, vamos incluir também o pastor Everaldo (PSC) para participar. Ainda não há confirmação de datas que devem ser definidas a partir da próxima semana. Mas os convites já foram feitos. Os candidatos ainda não acordaram para a realidade. Nós, aposentados e nossas famílias podemos eleger o presidente da República”, advertiu.

O sindicato já fez uma tentativa de levar os presidenciáveis para participar de evento na sede da entidade. Em maio, apenas Aécio Neves passou pelo crivo das perguntas dos representantes dos segurados do INSS. O tucano foi alvo de questionamentos dos aposentados. Dilma e Campos não participaram na ocasião.

Warley informou que se os candidatos não se comprometerem com as proposta apresentada vai recomendar aos aposentados fazerem suas opções individuais de voto.

TEMA FUNDAMENTAL

A coluna fez contato com as assessorias dos três candidatos. A campanha do PT respondeu que “linhas gerais do programa da presidenta Dilma representam proposta nacional, e de continuidade da transformação do país nos últimos 12 anos”. E que “temas fundamentais, como a Previdência, estão sendo aprofundados por em grupos temáticos, partidos aliados e a sociedade”.

?PONTO IMPORTANTE

A coordenação de Eduardo Campos informou que há reivindicações importantes, e todas merecem atenção. Citou que além fator previdenciário, que deveria ser substituído por mecanismo equilibrado, “é preciso destacar a necessidade de reajustar os benefícios e oferecer assistência médica de qualidade”. Os responsáveis pela campanha de Aécio Neves não responderam.

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