Rio - O Brasil deixará a situação de comprador para a de exportador de caças de guerra. O salto começa a ser dado antes do fim do ano com a assinatura do contrato para aquisição de 36 caças Gripen NG, a custo de R$ 9 bilhões (o equivalentes a 142 mil apartamentos do Minha Casa, Minha Vida).
Vencedora da licitação do projeto de aquisição de caças (o FX-2), a sueca Saab e a brasileira Embraer serão responsáveis pelo desenvolvimento completo da versão com dois assentos do Gripen NG. Ao mesmo tempo, as duas empresas discutem a formação de uma parceria estratégica para promoção e vendas das duas versões, com um e dois assentos, no mercado global.
INFOGRÁFICO: Gripen, sangue de guerreiro
“A Embraer e a Saab possuem uma longa tradição no mercado de defesa e agora irão trabalhar em conjunto para entregar soluções competitivas, de alta qualidade, à Força Aérea Brasileira e aos clientes do Gripen NG.
Esse acordo fortalecerá laços entre as indústrias de defesa do Brasil e da Suécia”, diz Jackson Schneider, presidente da Embraer. “O caça tem sensores que possibilitam antecipar a ação”, comenta o oficial aviador Carlos Afonso de Araújo, que testou a aeronave.
SOBERANIA E PRÉ-SAL
A produção do Gripen será feita em conjunto na Suécia e no Brasil. Aqui, os aviões serão montados em nova fábrica a ser construída pela Saab, em São Bernardo do Campo, e na Embraer. Fonte ouvida pela coluna vê na compra “um instrumento de defesa de fronteira, de soberania e favorece nossos interesses no pré-sal”.
SIMULAÇÃO DE GUERRA
Tropas do Brasil e da Argentina participam da Operação Guarani, simulação de guerra envolvendo força-tarefa entre os dois países. Com 1,2 mil militares e 320 viaturas dos dois países, os exercícios começaram dia 11 e vão até a próxima quinta-feira, no Rio Grande do Sul. O treinamento visa a doutrina de ações combinadas.
MILITAR COM TATUAGEM
O Tribunal Regional Federal do Rio Grande do Sul determinou a manutenção no concurso da Marinha de candidata reprovada em exame de saúde por ter tatuagem no pé. Segundo a sentença, a “existência de tatuagem não elimina o candidato”. A União argumentou que a tatuagem é visível com o uniforme militar.
DIÁLOGO ABERTO
O novo arcebispo do Ordinariado Militar do Brasil, dom Fernando José Monteiro Guimarães, tem articulado encontros com diferentes crenças professadas entre os membros das Forças Armadas. Ele se reuniu esta semana com o ministro da Defesa, Celso Amorim, em sua primeira audiência oficial na nova função.