Por bferreira

Rio - O Índice Geral de Preços — Mercado (IGP-M) registrou queda de 0,35% no segundo decêndio de agosto, depois de recuar 0,51% no mesmo período de julho. Foi a quarta queda seguida, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). No ano, o indicador acumula alta de 1,47% e, em 12 meses, de 4,8%. O IGP-M é usado para reajustar contratos de aluguel de imóveis.

Com maior peso no cálculo, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede preços no atacado, recuou 0,57%, abaixo da queda de 0,94% na segunda prévia de julho. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) caiu 0,02% na segunda prévia de agosto, ante 0,14% no mesmo período do mês anterior. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou variação de 0,23%.

NO RIO DE JANEIRO

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou variação de 0,24% no Rio, na segunda semana deste mês. O resultado foi 0,08 ponto percentual abaixo do divulgado na primeira semana, de 0,32%. Os grupos Vestuário e Comunicação ajudaram a puxar o indicador para baixo, enquanto os gastos com alimentação e habitação fizeram pressão de alta.

A queda nos pacotes de telefonia fixa e internet (de 0% para -3,55%) influenciaram o resultado do grupo Comunicação, que teve variação de -0,02% para -0,65%. Despesas com vestuário haviam caído 0,05% na primeira semana do mês e tiveram queda de 0,8% na última edição.

Refeições fora de casa pesam no indicador

O grupo Alimentação teve alta discreta, passando de 0,63% para 0,69%. A variação foi influenciada principalmente pelas refeições em bares e restaurantes, que tiveram elevação de preço de 2,38% na semana, ante 2,33% do período anterior. Os gastos com habitação subiram 0,56%, pouco menos que a alta de 0,59% registrada na última pesquisa. Isso se deve às despesas com taxa de água e esgoto residencial, que aumentaram de 0,44% para 2,18%.

O IPC-S caiu em seis das sete capitais pesquisadas. A média nacional ficou em 0,08%, taxa 0,08 ponto percentual abaixo da semana anterior (0,16%). A maior queda foi observada em São Paulo: 0,22 ponto percentual (de 0,26% para 0,04%). Porto Alegre foi a única que teve aumento, de 0,18% para 0,33%.

Nem a Copa do Mundo ajudou

O segmento de serviços teve resultados pouco animadores no período da Copa do Mundo. A receita nominal do setor cresceu apenas 5,7% em junho deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Essa é a menor taxa de crescimento da série histórica, iniciada em janeiro de 2012, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pela pesquisa. Em maio, a taxa havia sido de 6,6%. A receita acumula alta de 7,4% neste ano e de 8% em 12 meses.

Na comparação de junho deste ano com o mesmo período do ano passado, os serviços prestados às famílias tiveram um crescimento de 11,2%, com destaque para o segmento de alojamento e alimentação (12,1%). As demais atividades tiveram os seguintes crescimentos: serviços profissionais, administrativos e complementares (7,3%), serviços de informação e comunicação (5,7%), transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (4,6%) e outros serviços (1,2%).

Entre as 21 unidades da Federação que tiveram alta na receita nominal dos serviços, o destaque foi para o Distrito Federal, com crescimento de 18,7%. O Rio de Janeiro vem em seguida, com alta de 12,4%. Roraima, por sua vez, teve o pior resultado, de -7,7%.

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