Por bferreira

Rio - Os bancários e petroleiros lançaram suas campanhas salariais deste ano. Os trabalhadores da indústria petrolífera pedem reposição da inflação mais 5,5% de aumento real. Os funcionários de bancos, que terão hoje a segunda rodada de negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), reivindicam, entre outros pontos, aumento de 12,5% e melhorias nas condições de trabalho e saúde. As duas categorias têm data-base em setembro.

Os trabalhadores da indústria petrolífera pedem reposição da inflação mais 5,5% de aumento realDivulgação

“Um estudo da Universidade de Brasília diz que 40% dos bancários fazem tratamento ou tomam antidepressivos por conta das metas”, comentou a presidenta em exercício do Sindicato dos Bancários do Rio, Adriana Nalesso, não descartando a possibilidade de greve. “Caso as reivindicações não sejam atendidas, a categoria pode entrar em greve nos próximos dias”, afirma.

A pauta dos bancários foi entregue ao presidente da Fenaban, Murilo Portugal, na segunda-feira, na sede da entidade, em São Paulo. Além do reajuste de 12,5%, a categoria pede salarial piso de R$ 2.979. “Os três maiores bancos privados no Brasil apresentaram lucro que ultrapassa os 30% no primeiro trimestre deste ano”, disse Adriana. Para a representante, ponto também importante é a saúde do trabalhador, que está ameaça.

Já os petroleiros aprovaram no último domingo a campanha salarial da categoria. Os delegados do encontro debateram propostas referentes às campanhas do Sistema Petrobrás e do setor privado.

SEGURANÇA EM PLATAFORMAS

Os trabalhadores reivindicam ganho real de 5,5% baseado na produção e reposição da inflação e outros pontos, baseados em levantamentos do Dieese. Os próximos passos dos petroleiros são reuniões nos dia 26 e 27 de agosto para a direção planejar calendário de negociações com a Petrobras. No fim do dia 27, será protocolada a pauta na empresa estatal.

Na campanha, a categoria pede melhorias na segurança dos empregados. Na pauta está o alerta para que casos como a da plataforma de Enchova não se repitam, quando explosão em 1984 matou 37 trabalhadores. A tragédia e o acidente com a P-36 também são lembrados. Procuradas, Fenaban e Petrobras não se pronunciaram.

Trabalhadores do setor rejeitam indicativo de paralisação no Rio

Os funcionários do Serviço de Processamento de Dados (Serpro) sinalizaram no início da semana, em Brasília, que podem aceitar a proposta da empresa. Os trabalhadores do Rio de Janeiro rejeitaram a paralisação indicada pelo comando nacional da categoria.

O Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados (Sindpd-RJ) tem reunião marcada para hoje para definir os rumos da campanha salarial de 2014 e os retroativos de 2013. Também há encontros agendados para amanhã no Centro do Rio e na próxima terça-feira em Niterói.

A categoria pede reajuste 7,05%, a título de recomposição de perdas acumuladas, referente ao período de maio de 2013 a abril de 2014, sobre a reposição salarial, programa de alimentação do trabalhador, auxílio creche ou escolar e auxílio a filho com deficiência, entre outras reivindicações.

Já a empresa apresentou para os trabalhadores uma nova contraproposta. No entanto, informou ser sua “última proposta” nesse processo de negociação, representando “o limite de sua capacidade.”
Sendo aceita a iniciativa da empresa, o pagamento será feito no mês posterior ao da assinatura do acordo.

Haverá adiantamento de até 80% do valor do retroativo e crédito extra de uma cartela de tíquete- alimentação no valor de R$721,20 referentes a dezembro do ano de 2014.

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