Por bferreira

Rio - Hoje é Dia dos Solteiros na China e, para comemorar, um dos maiores grupos de vendas online do país reduziu os preços pela metade. Este é o primeiro ano em que as ofertas valem também para os consumidores brasileiros. No dia 11 de novembro do ano passado, o grupo Alibaba — que detém os sites AliExpress, Tmall e Taobao — vendeu US$ 5,8 bilhões (cerca de R$ 14,79 bilhões). Saiba quais os cuidados necessários para tirar proveito das promoções, sem cair em ciladas.

A rede Alibaba se consolida no mercado brasileiro e trabalha com produtos com preços mais competitivos e difíceis de encontrar por aquiReprodução

Durante o Festival 11.11, os sites participantes vão oferecer descontos de até 50% em aproximadamente um milhão de produtos, entre roupas, acessórios, artigos eletrônicos e muito mais. Aos consumidores do Brasil e outros mercados-chave, a empresa oferecerá frete internacional grátis para algumas mercadorias selecionadas.

Consultor de Varejo do Grupo AZO, Marco Quintarelli afirma que a rede Alibaba está se consolidando no mercado nacional e começa a trabalhar com produtos que têm preços mais competitivos e difíceis de encontrar. No entanto, é preciso ficar atento ao prazo de entrega e à qualidade dos materiais.

“É preciso observar os preços de forma crítica. Se a diferença for muito grande, pode ser que o consumidor esteja levando gato por lebre e a qualidade não compense. Além disso, é sempre complicado comprar roupas, porque tem que ver o caimento e o tamanho”, avalia o especialista.
A forma de pagamento mais indicada, segundo Quintarelli, é o boleto bancário, que não exige que o consumidor informe os dados do cartão de crédito. “Se ainda assim a pessoa quiser pagar no cartão, deve verificar se o site é protegido contra fraudes”, alerta o consultor.

A produtora de conteúdo Nathasha Moraes Ferreira, 27 anos, costuma comprar pelo menos uma vez por mês em sites chineses. A maior parte das encomendas é de perucas para fazer cosplay, em que se veste como personagens de ficção.

“Também compro bijuterias e roupas. Tem que pesquisar bem e garimpar para achar coisas legais e baratas, mas elas estão lá”, garante.

Atenção aos detalhes na compra

Para Marco Quintarelli, muitas vezes a foto do produto não é fiel à realidade. Por isso, quem não quiser ter surpresas negativas deve dar preferência a peças como livros e aparelhos eletrônicos, em que a fotografia é menos relevante para determinar a qualidade.

A consumidora Nathasha Ferreira, por sua vez, diz que é possível observar os detalhes das roupas nas fotos. “Minha dica é pesquisar bastante e olhar sempre os detalhes do produto. Tem como ampliar as fotos para ver melhor”, explica. 

Além disso, é fundamental levar em consideração o preço final da encomenda. “Também é importante ficar de olho no frete, porque muitas vezes o produto é barato, mas o frete encarece bastante. Há muitas lojas que fazem frete grátis, então é bom comparar”, sugere Nathasha.

Ontem, no site AliExpress, era possível encontrar vestidos a partir de R$ 10, com frete grátis. Já o paletó masculino em diversas cores podia ser encontrado por R$ 30.

Na mesma loja online, o consumidor consegue comprar tablets a partir de R$ 100 e notebooks por R$ 230. No caso de eletrônicos, é importante verificar se o aparelho é compatível com o sistema brasileiro.

Demora na entrega ainda é problema

Quem pensa em comprar o presente de Natal na liquidação dos sites chineses deve avaliar o prazo de entrega. Em alguns casos, os produtos podem levar meses para chegar.

“É comprar, sentar e esperar. Não porque eles demorem para enviar. Mas muitas vezes o pedido chega ao Brasil em menos de duas semanas e demora mais de dois meses pra vir de Curitiba para o Rio ou qualquer outro estado. O produto fica preso no centro de distribuição”, explica Nathasha, cliente fiel dos sites asiáticos.

Em nota, o grupo Alibaba informou que o serviço de correio nacional da China trabalhará em parceria com o correio brasileiro para garantir agilidade na liberação das mercadorias pela alfândega e na entrega.

Ainda assim, Marco Quintarelli aconselha que se evite comprar produtos que precisem chegar em uma data determinada. “A entrega não é completamente garantida e pode demorar muito. Existem empresas brasileiras que entregam em menos tempo e ainda há possibilidade de troca”, diz.

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