Taxa média do cheque especial em bancos chega a 10,15% este mês
Se limite for usado ao longo do ano que vem, dívida de R$ 1 mil ficará quatro vezes maior
Por bferreira
Rio - Entrar o ano com dívidas no cheque especial representa peso cada vez maior no orçamento dos clientes bancários. Conforme pesquisa do Procon/SP, a taxa média da modalidade de crédito subiu de 10% para 10,15% em dezembro. O levantamento constatou que dos sete bancos pesquisados, quatro subiram as taxas cobradas de seus clientes. O Santander é o que apresenta os juros mais alta, de 12,99% ao mês.
Em segundo lugar, segundo o Procon, aparece o HSBC, que elevou a cobrança de 11,99% para 12,29% neste mês. O Itaú, entretanto, não mudou a taxa, que permaneceu em 10,50%, também acima da média. Em quarto lugar, o Bradesco subiu os juros de 9,75% para 9,77%. O banco Safra, quinto da lista, manteve em 9,50%. Entre as instituições públicas, o Banco do Brasil é o que mais cobra pelo contrato: subiu de 8,95% para 8,97%. A Caixa Econômica Federal aumentou de 6,33% para 7,03% ao mês.
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DÍVIDA DE R$ 1 MIL
Quem deve R$ 1 mil ao cheque especial, por exemplo, pode terminar o próximo ano com R$ 4.329, 92 no vermelho, se for cliente do Santander. Isso quer dizer que o consumidor tem um aumento de R$ 3.329 na dívida. O cálculo, feito pelo professor de Finanças do Ibmec-RJ e da Fundação Dom Cabral, Gilberto Braga, mostra que o débito ficará até quatro vezes maior após um ano (veja tabela ao lado).
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Em um mês, levando em consideração o mesmo banco, a despesa sobe para R$1.129,90, ou seja, um acréscimo de R$ 129,90. Ao comparar com a taxa mais baixa, a da Caixa Econômica, a dívida chega a R$ 2.259,78 até dezembro de 2015 — acréscimo de R$ 1.259,78. Em um mês, R$ 1 mil se transforma em R$ 1.070,30.
De acordo com Braga, a modalidade não é indicada em situação alguma. “Não há nenhum tipo de investimento que produza um ganho nessa magnitude ao banco, por isso, o correntista deve sempre evitar o cheque especial”, recomenda.
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Cai taxa de empréstimo pessoal
A taxa média para empréstimo pessoal recuou em dezembro em relação ao mês anterior, conforme pesquisa do Procon/SP feita em 4 de dezembro com sete instituições financeiras. A cobrança caiu de 6,01% para 5,85% ao mês, representando um decréscimo de 0,16 ponto percentual.
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Porém, a única queda real ocorreu no Banco Bradesco, com alteração de 7,76% para 6,45% ao mês, um decréscimo de 1,31 ponto percentual.
A maior alta foi verificada na Caixa Econômica Federal, que alterou de 3,75% para 3,91% ao mês, representando uma variação positiva de 4,27% em relação ao indicador do mês anterior.
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O Itaú alterou os juros ao passar de 6,19% para 6,22% ao mês, um acréscimo de 0,3 ponto percentual.
O HSBC, entretanto, manteve a taxa no mês, de 6,39%. O banco Safra também não mudou a cobrança, a 5,40%.
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O Santander não alterou a mesma linha ao anunciar a taxa a 7,49% ao mês, sem alteração.