Maioria dos deputados federais da bancada do Rio vota pela terceirização

Dos 46 parlamentares, 25 foram favoráveis ao PL 4.330

Por O Dia

Rio - Vinte e cinco dos 46 deputados federais do Rio de Janeiro disseram sim ao PL 4.330/04, que ampliou a possibilidade de terceirização de mão de obra no país. Quinze foram contra. O projeto é demanda antiga do setor empresarial e sofre críticas pela possível precarização das relações trabalhistas. Ontem, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o projeto não pode comprometer direitos.

Emendas serão apreciadas na terça-feira pelo plenário da Câmara, antes de o texto ir para o SenadoReprodução Internet

“Não podemos desorganizar o mundo do trabalho. E temos de garantir que as empresas contratadas assegurem o pagamento de salários, de contribuições previdenciárias e, ao mesmo tempo, também paguem seus impostos”, disse.

A votação do texto-base ocorreu na quarta-feira e as emendas serão apreciadas na próxima terça-feira, antes de o texto ir ao Senado. Cinco deputados não votaram — Jair Bolsonaro (PP), Marcos Soares (PR), Felipe Bornier (PSD), Índio da Costa (PSD) e Cristiane Brasil (PTB). O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não votou, conforme determina o regimento interno da Casa, mas teve papel preponderante para que a matéria entrasse na pauta da Casa.

As bancadas fluminenses do PT e do Psol foram inteiramente contra o projeto. Já o PMDB votou em peso favoravelmente à mensagem, com seis votos. O PR, com cinco deputados do Rio na Casa, foi majoritariamente a favor do texto.

A voz dissonante foi da deputada Clarissa Garotinho, que votou contra. Nas redes sociais, ela justificou sua posição, afirmando que não concorda com a liberação da prática para a atividade-fim das empresas. “Votei contra essa matéria porque ela trata de atividade-fim e prejudica imensamente trabalhadores brasileiros, retirando garantias e criando instabilidade”, disse a deputada.

Após passar pela Câmara, o projeto vai ao Senado. Na Casa, a bancada do Rio é contra a aprovação. Os senadores Lindbergh Farias (PT) e Romário (PSB) fizeram duras críticas à aprovação da matéria na Câmara.

“O projeto precariza os direitos trabalhistas, conquistados a muito custo”, disse Romário, no Facebook. A assessoria de Marcelo Crivella (PRB) informou que ele também é contrário ao projeto.

O VOTO DO RIO

SIM
Rodrigo Maia (DEM)
Celso Jacob (PMDB)
Celso Pansera(PMDB)
Fernando Jordão(PMDB)
Leonardo Picciani(PMDB)
Marquinho Mendes(PMDB)
Soraya Santos(PMDB)
Washington Reis (PMDB)
Julio Lopes (PP)
Simão Sessim (PP)
Altineu Côrtes (PR)
Dr. João (PR)
Francisco Floriano (PR)
Paulo Feijó (PR)
Hugo Leal (PROS)
Alexandre Valle (PRP)
Alexandre Serfiotis (PSD)
Sergio Zveiter (PSD)
Otavio Leite (PSDB)
Luiz Carlos Ramos (PSDC)
Walney Rocha (PTB)
Aureo (SD)
Ezequiel Teixeira (SD)
Roberto Sales (PRB)
Rosângela Gomes (PRB)

NÃO
Jandira Feghali (PC do B)
Marcelo Matos (PDT)
Clarissa Garotinho (PR)
Miro Teixeira (PROS)
Glauber Braga (PSB)
Sóstenes Cavalcante (PSD)
Cabo Daciolo (Psol)
Chico Alencar (Psol)
Jean Wyllys (Psol)
Alessandro Molon (PT)
Benedita da Silva (PT)
Chico D’Angelo (PT)
Fabiano Horta (PT)
Luiz Sérgio (PT)
Deley (PTB)

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