Diretora do FMI defende ajuste fiscal no Brasil e elogia o Bolsa Família

'As pessoas que mais sofrem com a indisciplina fiscal são os mais pobres', destacou Christine Lagarde

Por tamara.coimbra

Rio - A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, defendeu nesta quinta-feira a disciplina fiscal como instrumento para garantir programas sociais no Brasil. Ela visitou nesta quinta o Teleférico do Alemão, na Zona Norte do Rio, acompanhada da ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.

"A disciplina fiscal é a base necessária para permitir financiar os programas. Eles andam juntos. As pessoas que mais sofrem com a indisciplina fiscal são os mais pobres", destacou a diretora do FMI.

Ela embarcou em uma das gôndolas do teleférico e assistiu a uma apresentação de capoeira na Estação Alemão. Ao falar dos programas sociais do Brasil, Christine Lagarde elogiou a destinação de recursos ao Bolsa Família. "É um fato histórico", ressaltou.

Após conversar com a diretora-geral do FMI, Tereza Campello disse que Christine elogiou o fato de o país beneficiar 50 milhões de pessoas usando 0,5% do Produto Interno Bruto — soma de todas as riquezas produzidas pelo país — para o Bolsa Família. Lagarde também procurou saber detalhes sobre o Cadastro Único, disse a ministra.

Tereza Campello destacou o desenvolvimento, pelo Brasil, de “alta tecnologia” para que os benefícios sociais chegassem à população pobre. “Custa pouco e chega a quem precisa chegar. E não é incompatível com o esforço de reduzir despesas", disse.

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