Por bferreira

Rio - Mesmo durante o 1º semestre da última grande crise econômica mundial em 2009, o Rio de Janeiro não havia apresentado redução tão significativa de vagas de empregos. Mas segundo dados do Ministério do Trabalho, levantados pela Firjan, o estado perdeu 80.247 postos de trabalho nos primeiros seis meses de 2015.

Na capital (-36.594), Leste Fluminense (-19.785) e Baixada (-10.952) foram registradas as maiores reduções no período. O setor de serviços apresentou o pior resultado na avaliação dos últimos dez anos (19.709) e pela primeira vez, o saldo de empregos ficou negativo no período. Na capital do estado, a redução nos postos de trabalho no setor de serviços teve importante contribuição para o resultado. A queda foi de 14.212 postos.

O setor de Ensino tem como aspecto sazonal o aumento de postos de trabalho no início do ano, acumulando no 1º semestre, um saldo positivo de 7.828 postos de trabalho. Além da Educação, os setores de serviços médicos, odontológicos e veterinários (+2.123) e administração pública direta e autárquica (+341) formam os grupos de atividades que apresentaram aumento nos posto de trabalho no período.

Na indústria houve retração de 20.238 postos. O setor apresentou o pior saldo em dez anos na geração de empregos. Menor do que o registrado no mesmo período de 2009 (-3.807). Apenas no ramo de calçados o resultado apresentou modesto saldo positivo (+51). Junto ao setor industrial, a construção civil também apresentou retração de postos de trabalhos formais no 1º semestre (11.892).

Em um cenário ruim para todo o estado, a capital (+1.685) foi a única região que apresentou saldo positivo na geração de empregos considerado efeito das Olimpíadas de 2016.

O Leste Fluminense amargou fechamento de 8.143 postos de trabalho, em especial no Município de Itaboraí, em função da paralisação nas obras do Comperj.

Já no comércio, a retração foi de 28.811. O setor vem apresentando redução nos postos de trabalho no acumulado do 1º semestre desde 2012, e em 2015 o saldo foi ainda menor. No período pesquisado, todas as regiões do estado apresentaram saldo negativo na geração de emprego.

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