Rio - Ainda não foi desta vez que bancários e representantes dos bancos chegaram a um entendimento para o fim da greve da categoria. Ontem, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) aumentou a proposta de reajuste de 7,5% para 8,75% em negociação com os trabalhadores, em São Paulo. No entanto, o percentual foi recusado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf). Uma nova rodada de negociação está marcada para hoje, às 14h.
Na última terça-feira, a Fenaban ofereceu 7,5%, proposta também considerada insuficiente pelo bancários. Desde o início da mobilização no dia 6 deste mês, a categoria pede 16% de reajuste salarial, o que inclui 5,7% de aumento real e fim das demissões. A proposta inicial da Fenaban havia sido de 5,5% de aumento e um abono de R$ 2.500, com piso de R$3.299,66, Participação nos Lucros e Resultado (PLR) de três salários e mais R$ 7.246,82.
De acordo com o Contraf, a orientação para a categoria é que a greve, que entra hoje no décimo sétimo dia, continue em todo o país por tempo indeterminado. Segunda a entidade já são 12.603 agências e 35 centros administrativos com as atividades paralisadas no Brasil.