Para calcular o tempo de contribuição sem sair de casa é possível usar uma ferramenta na página www.previdencia.gov.br (veja passo a passo abaixo). Nesse portal, o segurado preenche os períodos que contribuiu ao longo da vida para o INSS e tem um cálculo aproximado do seu tempo de serviço. No mesmo endereço, também pode ser feita simulação do valor do benefício que receberá. Entretanto, a Previdência alerta que a calculadora é apenas para auxiliar, mas não tem efeito legal.
O gerente-executivo da Gerência Centro do INSS no Rio, Flávio Souza, destaca que é necessidade o segurado ter ciência se cumpriu os requisitos para se aposentar, antes mesmo de marcar a visita à agência para dar entrada no benefício, para evitar atrasos no processo. “Não adianta marcar o pedido de concessão antes sem ter completado os requisitos. Se fizer dessa forma, o pedido será negado”, explicou.
Para ter certeza sobre a quantidade de contribuições, o segurado tem a opção de solicitar uma senha de acesso à base de dados do INSS, que é o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). Mas essa senha só é fornecida na agência do INSS com agendamento pela Central de Atendimento 135 ou pelo site da Previdência. Somente o próprio segurado poder retirar esse número. Como o banco de dados é atualizado praticamente em tempo real, ele consegue acompanhar cada pagamento mensal de contribuição do empregador.
As agências do INSS também disponibilizam o extrato de contribuições. Esse serviço não precisa de marcação, apenas retirada de senha na hora. “É importante saber com antecedência a data em que pode se aposentar para evitar um processo lento”, diz Flávio Souza.
Trabalhadores vão ao posto com dúvidas
O vigilante Rudival Oliveira, de 65 anos, é um exemplo de trabalhadores que já podem se aposentar — ou estão prestes a pedir o benefício mas não sabem se cumpriram as regras para concessão. Ontem, ele chegou à agência do INSS na Praça da Bandeira sem ter conhecimento do cálculo do seu benefício e se havia cumprido as regras.