Desafio do novo ministro da Fazenda é retomar crescimento econômico
Substituto de Joaquim Levy, Nelson Barbosa terá discurso mais otimista para resgatar confiança na economia
Por bferreira
Brasília - Confirmado no cargo em substituição a Joaquim Levy, o novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, mostrou que vai adotar um discurso mais otimista para resgatar a confiança dos investidores na recuperação da economia do país. Em entrevista realizada no início da noite de sexta-feira no Palácio do Planalto, ele disse que os esforços para o ajuste fiscal devem continuar para estabilizar a economia e promover sua recuperação. Com fama de “desenvolvimentista”, Barbosa terá como desafio manter o esforço fiscal e resgatar a confiança das empresas e dos consumidores.
Os novos ministros da equipe econômica%2C Nelson Barbosa%2C da Fazenda%2C e Valdir Simões%2C do PlanejamentoAgência Brasil
No seu primeiro discurso, o ministro destacou otimismo com a retomada do crescimento da economia e frisou a importância dos ajustes para que isso ocorra. “Estamos em uma fase de transição na economia brasileira, em fase de ajustes para um novo ciclo de crescimento. O compromisso com a estabilidade fiscal se mantém o mesmo. O volume de cortes e despesas discricionárias deve atingir R$78,5 bilhões”, disse.
Barbosa assumiu ontem a pasta deixada por Joaquim Levy, que tomou posse no cargo no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff para fazer o ajuste fiscal para reequilibrar as contas do governo.
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A troca no comando da equipe econômica, anunciada pelo Palácio do Planalto em nota, ocorreu após uma semana conturbada no Congresso Nacional para aprovação do orçamento de 2016. Levy defendia a meta fiscal de superávit primário de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) mas o governo baixou a meta para 0,5%. No comunicado do Planalto, a presidente Dilma agradeceu a Levy e elogiou o trabalho do ex-ministro.
NO GOVERNO LULA
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Ex-secretário executivo do Ministério da Fazenda, Barbosa deixou o cargo ao lado do então ministro Guido Mantega em 2013. No início deste ano, substituiu a então ministra Miriam Belchior como titular do Planejamento. Antes, havia participado da equipe econômica do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em outros ocasiões. Em 2003, integrou a equipe de Guido Mantega no Planejamento. Ele é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e doutor em economia pela New School for Social Research, nos Estados Unidos.
O novo ministro do Planejamento será Valdir Simão, que comandava a Controladoria-Geral da União (CGU). Em entrevista ele também destacou a importância do ajuste fiscal.
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Levy deixa Fazenda sem concluir ajuste
Foram onze meses à frente do Ministério da Fazenda de uma gestão marcada por sucessivas tentativas de adotar medidas de aperto nos gastos do governo.
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Apelidado de “mãos de tesoura”, o economista Joaquim Levy que já tinha sido secretário do Tesouro Nacional no primeiro mandato do presidente Lula voltou a governo do PT para fazer o ajuste fiscal. O aperto no entanto, foi execrado pelos movimentos sociais e pelos próprios integrantes do governo.