Rio - O vereador Brizola Neto (PDT) interrompeu a segunda votação da sessão extraordinária sobre o Plano de Cargos, Carreiras e Salários em regime de urgência no início da noite desta terça-feira. O pedetista adentrou o local da votação correndo, subiu na mesa do Presidente da Câmara, Jorge Felippe (PMDB), ligou o som e gritou que a sessão estava encerrada.
Brizola Neto ficou agarrado à cadeira de Felippe e seguranças intervieram para retirá-lo do local. Muito exaltado, o vereador passou mal e foi carregado por seus assessores para a divisão de saúde da Câmara.
Vereadores de oposição pediram a anulação da votação do Plano de Cargos aprovado por 36 votos a três. Parte dos parlamentares deixou o plenário e declarou que a ação é incostitucional por ferir o artigo 61 da Lei Orgânica, que estabelece que as votações não sejam secretas. Por conta do bloqueio da PM na porta da Casa, o plenário estava vazio.
Plano de Cargos, Carreiras e Salários aprovado
Foi aprovado, por volta das 18h50 desta terça-feira, o novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários para os professores. O texto recebeu 36 votos a favor e três contra dos vereadores. Dois deles, Marcelo Piuí (PHS) e Marcelo Queiroz (PP), não estiveram na sessão. Votaram contra César Maia e Carlos Caiado (DEM) e Tio Carlos, que está sem partido. Parte da oposição, composta por Eliomar Coelho, Jefferson Moura, Renato Cinco, Paulo Pinheiro (Psol), Reimont (PT), Brizola Neto (PDT), Veronica Costa (PR), Teresa Bergher (PSDB) e Márcio Garcia (PR), não votou.
Jorge Braz (PMDB), membro da aliança governista comemorou o resultado. "Vou votar sempre sim. O que a oposição quis foi usar o momento político para ocupar uma lacuna para um poder futuro", afirmou o parlamentar.
Policiais do Batalhão de Choque (BPChq) saíram do Teatro Municipal e, com bombas de gás e balas de borracha, percorreram a praça da Cinelândia de forma truculenta, agredindo ativistas e docentes que estavam no local. Muitos presentes correram em direção ao Aterro do Flamengo.
Os professores informaram que vão fazer uma assembleia ainda na noite desta terça-feira para decidir os rumos do movimento, no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da UFRJ. Os vereadores da oposição afirmaram que vão recorrer da decisão indo ao Tribunal de Justiça e pedindo a anulação da votação.