Rio - Preocupadas com rumores de uma possível bolha imobiliária (quando há muita especulação ou quando o preço dos imóveis sobe muito acima da inflação), construtoras do Rio se unem e reforçam a tese de que não existe crise no setor. Os lançamentos estão previstos para antes e depois da Copa do Mundo e contam com ofertas para todas as faixas de renda. O financiamento pode chegar a 90%, com juros mais acessíveis e prazo de até 35 anos para pagar.
Segundo o presidente do Creci-RJ, Manoel da Silveira Maia, não há risco de bolha imobiliária no Brasil. “Há uma grande diferença entre o que aconteceu nos Estados Unidos em 2008 e o mercado imobiliário brasileiro. O americano fazia seguidas hipotecas e pagava as parcelas no cartão de crédito. Aqui não. Não há transação no papel, há transação no dinheiro”, ressalta Maia. Rubem Vasconcelos, presidente da Patrimóvel, diz que só existe bolha quando o saldo devedor supera o preço do imóvel.
“Não é o que acontece no Brasil. Hoje, com a economia forte, a inflação sob controle e um momento de emprego muito bom, as pessoas estão fazendo upgrade em seus imóveis. O brasileiro tem cultura patrimonialista. Nos últimos dez anos, nenhum investimento valorizou tanto quanto um imóvel”, conta Vasconcelos.
Também contrário aos rumores de bolha, Arnon Velmovitsky, presidente da Comissão de Direito Imobiliário do IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil), explica que os financiamentos seguem rigorosa e prévia avaliação, sendo liberado percentual inferior ao valor do imóvel, o que dilui o risco no caso de eventual queda dos preços de mercado.
“A garantia de pagamento do empréstimo é o próprio bem adquirido pelo cliente. É feita análise minuciosa para que o comprador esteja mais do que apto a honrar a prestação pactuada”, complementa Velmovitsky.
Entre as construtoras que estão com lançamentos está a Mega 18 com o comercial Fontana di Successo, em Jacarepaguá. No mesmo bairro, a Calper lançará o Brise, residencial com 228 unidades. O Grupo Avanço Aliados escolheu a Freguesia para lançar dia 28 o Araguaia Conception Residences, com 35 unidades. No Recreio dos Bandeirantes, o Maiu, da Calçada, terá 477 unidades na primeira fase.
Na Zona Sul, a construtora Mozak prepara dois lançamentos. O Villa Humaitá, com 13 unidades, e o Cenário, em Botafogo, que terá 16 unidades de dois quartos.
Cenário positivo para o mercado de imóveis
Assim como as construtoras, as imobiliárias também reforçam que o momento é de crescimento. É o caso da Sawala Imobiliária. Segundo o diretor Sandro Sawala, no primeiro trimestre a empresa registou alta de 30% no volume de negócios, em comparação ao mesmo período de 2013. “Estamos com seis lançamentos para comercializar antes da Copa do Mundo. E a expectativa para o segundo semestre é muito promissora”, diz Sawala.
Na Fernandez Mera o cenário também é positivo. De acordo com Rodrigo Miozzo, diretor-executivo da empresa, nos próximos meses a imobiliária prevê comercializar quatro lançamentos entre residenciais e comerciais na Zona Norte. “Nos últimos cinco anos, vivemos uma forte expansão do mercado imobiliário do Rio de Janeiro. Agora, entramos em uma fase natural de estabilização. As vendas continuam aquecidas e as construtoras investem em regiões em pleno crescimento, como a Zona Norte, em bairros como o Méier e o Cachambi”, conta Miozzo.