Dono do Facebook diz que site não monitorado pelo governo dos EUA

O criador da rede social pediu transparência no combate ao terror e afirmou que luta pela privacidade dos usuários

Por julia.amin

Estados Unidos - O criador do Facebook, Mark Zuckerberg, afirmou na tarde desta sexta-feira que a rede social nunca concedeu acesso direto dos seus servidores ao governo americano. A polêmica surgiu quando o jornal britânico "The Guardian" denunciou na quinta-feitra que o serviço de inteligência dos EUA está coletando registros dos telefones de milhões de americanos, além de ter acesso irrestrito aos dados pessoais de sites como Facebook, Google e Apple.

Segundo o jornal, o governo americano coleta dados como histórico e conteúdo de e-mail a partir de um programa chamado Prism. Mark Zuckerberg afirmou, no entanto, desconhecer totalmente o programa. " O Facebook nunca participou de nenhum programa que dê acesso as informações dos usuários para governo americano. Nós também nunca tínhamos ouvido falar do Prism até ontem", declarou o milionário.

Mark Zuckerberg%2C criador do FacebookReprodução Internet


Mark também anunciou que a política da rede social é de sempre lutar pela privacidade dos usuários. "Quando os governos pedem informações do Facebook, nos analisamos cada pedido com muita cautela e só entregamos os dados se formos requisitados por lei", declarou. A denúncia do "The Guardian" gerou, no entanto, um grande debate sobre privacidade em todo o mundo.

O jornal anunciou que o acesso aos dados dos usuários só foi possível porque o ex- presidente George W. Bush alterou a lei de vigilância americana após os ataques terroristas de 11 de setembro. Em dezembro do ano passado, Barack Obama ratificou a lei.

Mark Zuckerberg terminou sua nota pedindo trasparência aos governos em relação ao programa e segurança dos usuários. "Essa é a única maneira de proteger as liberdades civis e ter uma sociedade livre e segura", finalizou.

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