Auditoria revela que criminosos tiveram acesso a instalações militares dos EUA

Relatório mostra que algumas áreas de segurança são frágeis

Por helio.almeida

Estados Unidos - Pelo menos 52 criminosos convictos tiveram acesso indevido a instalações militares dos Estados Unidos em anos recentes, segundo uma auditoria do Inspetor Geral do Pentágono, informou nesta segunda-feira o jornal The Washington Post.

O relatório, que será divulgado em sua totalidade nos próximos dias, descreve a situação de segurança em diversas instalações da Marinha dos EUA em Washington e Virgínia, e é parte de uma auditoria sobre as medidas para se conceder acesso às bases militares, disse o jornal.

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Segundo o "Washington Post", o resumo do qual teve acesso não fornece detalhes, mas esse tipo de auditoria costuma ocorrer quando o Escritório do Inspetor Geral do Pentágono tem "relatórios críveis sobre lapsos (de segurança)" e conduta indevida.

Acrescentou que uma minuta da auditoria foi entregue a vários escritórios do Congresso após o massacre de hoje nas instalações da Marinha em Washington, que deixou pelo menos 13 mortos, incluindo o autor do atentado, identificado como Aaron Alexis, um funcionário terceirizado. Uma fonte do legislativo disse ao jornal que, segundo a auditoria, pelo menos 52 criminosos convictos tiveram acesso a instalações militares dos Estados Unidos.

Essa fonte não quis dar mais detalhes, mas indicou que o relatório será publicado "num futuro próximo", especificou o jornal. De acordo com detalhes divulgados nas últimas horas, Alexis, de 34 anos, tinha um padrão de violência no passado.

Alexis foi expulso da Marinha em 2011 por causa de um incidente com uma arma de fogo no ano anterior em Fort Worth (Texas), onde era membro da reserva da Marinha. Em 2004, teve problemas com as autoridades em Seattle (Washington), também pelo uso de arma de fogo.

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