Ginástica gratuita faz carioca depender menos de remédios

Sessões de exercícios são oferecidas a 40 mil pessoas nas Clínicas de Saúde da Família

Por bferreira

Rio - No lugar de remédios para controlar pressão e diabetes, ginástica. Esse é o resultado das sessões regulares de exercícios oferecidas pelo programa Academia Carioca a 40 mil pessoas no município do Rio. Quase 10% dos usuários não precisam mais de medicamentos, 89% diminuíram a dosagem e 71%, a frequência das substâncias.

De acordo com Junia Cardoso, coordenadora do programa, quase todos os atendidos sofrem de problemas de pressão, 68% têm sobrepeso ou obesidade e 38% são diabéticos. Ela conta que a ginástica controlou a hipertensão de 97% dos cariocas. “Havia pessoas com pressão 18 por 11 e que já estão sob controle”, comemora, acrescentando que, entre diabéticos, 91% estão com a glicose controlada.

Depois de dois anos e meio se exercitando diariamente na Clínica da Família de Bonsucesso, a aposentada Sirlene de Oliveira, 61 anos, não precisa mais da insulina. Além disso, reduziu de oito para cinco a quantidade de medicamentos e conseguiu perder 41 quilos. “Nasci de novo. Além do exercício, melhorei a qualidade da minha alimentação e passei a sair mais de casa”, declara.

As 77 academias funcionam dentro das Clínicas de Saúde da Família, da Secretaria Municipal de Saúde, e são equipadas com aparelhos que melhoram a capacidade muscular e aeróbica. Os exercícios são recomendados pelo médico da própria unidade. Com a orientação de professores, o paciente realiza as atividades pelo menos duas vezes por semana, por uma hora. Para fazer parte do programa, basta procurar a unidade de saúde mais próxima da residência.

Clínica tem aulas de arte marcial

Na Clínica da Família Dante Romanó Jr, em Marechal Hermes, a novidade para manter a forma são as aulas de taekwondo, que começaram há um mês. Cerca de 60 alunos, entre 7 e 18 anos, participam do treinamento, que acontece às segundas e quartas.

Segundo Roberto Raposo, coordenador da Área de Planejamento da secretaria que abrange o bairro, a unidade foi escolhida devido à carência de projetos na região. “Academias no bairro oferecem cursos de taekwondo, mas são pagos, e muitos jovens não têm condições para arcar com esse custo”, afirma.

O coordenador lembra ainda que, através do taekwondo, os alunos aprendem a ter disciplina, a trabalhar em equipe e a como tratar o próximo. “Nossos projetos visam a evitar que eles entrem no mundo do crime. Mais do que formar atletas, queremos formar cidadãos”, aponta. A unidade oferece ainda cursos como supletivo e informática.

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