Partido do governo é o mais importante atualmente, diz ministro argentino

'Tanto em deputados quanto em senadores, temos as maiorias necessárias', explicou ministro da Defesa

Por clarissa.sardenberg

Argentina - O ministro da Defesa da Argentina, Agustín Rossi, disse nesta segunda-feira que o partido do governo – Frente para a Vitória (FPV) – é "a força mais importante que existe atualmente" no país. A legenda governista, apesar de ter sido derrotada nas eleições legislativas deste domingo em grandes distritos do país, como Buenos Aires, Córdoba e Santa Fé, manteve a maioria no Senado e na Câmara dos Deputados. Nacionalmente, o partido tem 37,7% dos senadores e 32,6% dos deputados. Até o momento, 97,3% dos votos foram apurados.

"Vamos seguir honrando o mandato que nos deram os argentinos", informou Rossi. De acordo com ele, depois do pleito no último final de semana, a FPV se consolidou como a força eleitoral de nível nacional que mais teve respaldo. De acordo com o ministro, o governo manterá o projeto político que foi votado majoritariamente pelos argentinos em 2011 – quando a presidenta Cristina Kirchner foi reeleita.

Agustín Rossi disse que a manutenção da maioria em ambas as Casas legislativas fortalece o partido e o governo de Cristina, que vai até 2015. "Essas eleições modificaram a composição dos corpos parlamentares e essa nova constituição não trouxe mudanças do ponto de vista do poder constitucional, pois, tanto em deputados quanto em senadores, temos as maiorias necessárias", explicou o ministro da Defesa.

Rossi também falou do estado de saúde de Cristina Kirchner. Houve boatos de que ela não voltaria a assumir a chefia de Estado. “Ela está se recuperando e voltará a se reintegrar sem nenhum tipo de inconveniente à função de governo quanto terminar o período de recuperação", disse.

A eleição legislativa de ontem foi marcada pelo uso de recursos de tecnológicos e pela alta porcentagem de votantes: 75% da população apta. Dos mais de 23,3 milhões de votos válidos, mais de 593 mil foram de jovens de 16 e 17 anos que puderam participar das eleições pela primeira vez, segundo dados da Câmara Nacional Eleitoral. De acordo com o ministro do Interior, Florencio Randazzo, o pleito foi o mais bem organizado dos últimos 30 anos.

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