Estas meninas deusas são afastadas de suas famílias quando são muito pequenas, não recebem nenhum tipo de educação e vivem fechadas em seus templos, o que levou os grupos de direitos humanos a denunciar sua situação.
Além disso, até não muito tempo, estas antigas deusas não podiam se casar pois acreditava-se que transmitiam azar ao marido.
Por isso que para facilitar a reinserção na sociedade destas jovens quando chegam à puberdade e perdem a condição de "kumari", o Governo nepalês decidiu começar a pagar uma pensão, a partir do mês do julho.
"Isto é um gesto para estender nosso tributo às 'kumaris' e presevar nosso patrimônio cultural", disse ao jornal "The Kathmandu Post" o prefeito da capital nepalês, Laxman Aryal.
As deusas em ativo recebem uma retribuição mensal de cerca de 40 mil rúpias (US$ 400).
A tradição das "kumaris" começou no século XVII e são consideradas as protetoras do país.