Obama e Hollande pedem acordo mundial 'ambicioso' para mudança climática

Presidentes pedem que nações se unam para reduzir as emissões de gases do efeito estufa

Por julia.sorella

Paris - Os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da França, François Hollande, pediram um pacto mundial para combater a mudança climática em um artigo conjunto publicado nesta segunda-feira, primeiro dia de visita de Hollande a Washington.

Hollande e Obama fizeram um chamado por mais parcerias em energia limpa para criar mais empregos, bem como pelo apoio a países em desenvolvimento que passarem a usar energia com baixa emissão de carbono.

"À medida que trabalhamos para a conferência do clima em Paris no ano que vem, continuamos a fazer um chamado a todas as nações para que se unam na busca de um acordo ambicioso e inclusivo que reduza as emissões de gases do efeito estufa por meio de ações concretas", diz o artigo publicado nos jornais Washington Post e Le Monde.

Embora a França tenha repetidamente defendido cortes nas emissões de carbono, a União Europeia reduziu suas metas climáticas de longo prazo em janeiro por causa das difíceis condições econômicas no bloco.

As novas metas de emissão ficam aquém do que alguns cientistas e ambientalistas dizem ser necessário para evitar os piores efeitos das mudanças climáticas.

Estados Unidos, Japão e Canadá também reduziram o ritmo de seus compromissos com o clima.

As conversações internacionais para tentar um acordo que suceda o Protocolo de Kyoto, de 1997, para lidar com a questão das mudanças no clima, estão marcadas para o ano que vem em Paris.

Um novo pacto mundial poderá incluir compromissos na contenção de emissões de gases do efeito estufa e medidas para garantir que países mais pobres se adaptem melhor à mudança no clima.

Os EUA, que recentemente foram superados pela China, agora a maior emissora mundial de poluentes de carbono, nunca ratificaram o Protocolo de Kyoto.

As conversações durante a primeira visita de Estado de Hollande aos Estados Unidos vão incluir questões como Irã, Síria e um pacto comercial EUA-União Europeia.

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