Por thiago.antunes

Caracas (Venezuela) - Opositores e partidários do governo foram às ruas neste sábado, em pontos diferentes da capital venezuelana, Caracas, e outras cidades. Foi o 12º dia de protestos. Na quarta-feira, três pessoas morreram em distúrbios.

Opositores do governo jogam pedras em direção a policiais Reuters

Vestidos de branco e com bandeiras da Venezuela, aproximadamente três mil opositores, a maior parte estudantes, protestaram em Mercedes, bairro de luxo do leste de Caracas. O centro da cidade foi tomado por milhares de simpatizantes do governo de Nicolás Maduro, com roupas vermelhas.

O protesto governista, em que foram carregadas fotos do falecido presidente Hugo Chávez, foi convocado ‘pela paz e contra o fascismo’.

Maduro vem denunciando que os protestos opositores constituem um “golpe de Estado em desenvolvimento” contra seu governo. E alertou que usou a força policial para impedir manifestações que não estejam autorizadas e bloqueios das ruas.

Neste sábado, ele chegou a dizer que o ex-presidente colombiano Alvaro Uribe estaria por trás das manifestações, ao lado de um dos meios de comunicação internacionais que divulgaram os protestos que deixaram os três mortos e mais de 60 feridos, além de dezenas de detidos.

“Mandei uma mensagem muito clara para esse canal de notícias (o colombiano NTN24), onde, por trás, está a mão de um fascista inimigo da Venezuela, Alvaro Uribe”, disse Maduro, em discurso em Caracas Desde o começo de fevereiro, a Venezuela é cenário de protestos de estudantes e opositores do governo contra a insegurança, a inflação e a escassez de produtos.

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