Polícia busca líder da oposição na Venezuela

Manifestantes prometeram permanecer nas ruas até que o presidente Nicolas Maduro renuncie

Por tamara.coimbra

Venezuela - Um líder da oposição venezuelana procurado pela polícia por ligação com protestos de rua disse a apoiadores no Twitter para continuarem se manifestando, embora pacificamente, a polícia visitou a casa de seu pai, aparentemente tentando prendê-lo. Autoridades acusam Leopoldo López de assassinato e terrorismo em conexão com a violência em torno de quatro dias de protestos esporádicos contra o governo, que deixaram três mortos e os lados opostos culpando um ao outro pelo derramamento de sangue.

Os manifestantes prometeram permanecer nas ruas até que o presidente Nicolas Maduro renuncie, embora não há nenhum sinal de que isso vá acontecer. O presidente disse que não vai deixar que os manifestantes causem o caos bloqueando estradas.

Tropas dispararam gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar cerca de 1.000 manifestantes que acenderam fogueiras com lixo e atiraram pedras em uma parte rica do leste de Caracas. Cerca de 2.000 pessoas se reuniram pacificamente na mesma área, no domingo, muitos usando bonés de beisebol com as cores da bandeira venezuelana, cantando, soprando apitos, e ouvindo discursos. "Para o país e os estudantes, que eu sempre admirei e apoiei, a batalha está nas ruas, mas sem violência", disse López no Twitter na noite de sábado.

Enquanto isso, a polícia foi visitar a sua casa e a casa de seu pai, buscando o líder da oposição. O comportamento dos policiais foi "muito civilizado", disse o irmão mais velho de López a um jornal local, e quando descobriram que ele não estava lá, eles partiram.

"Maduro, você é um covarde", disse o irmão mais jovem de López mais tarde no Twitter. "Você não vai fazer com que eu ou a minha família nos curvemos a você. Para minha família: força. Amo vocês."

López tinha a esperança de concorrer contra Hugo Chávez na eleição presidencial de 2012, mas saiu da corrida depois das primárias da oposição para apoiar a candidatura do governador estadual Henrique Capriles, que não foi bom sucedida.

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