Câmara discute projeto contra som alto em boate

Projeto de lei quer fixar limite máximo de decibéis para evitar risco de surdez

Por adriano.araujo , adriano.araujo

Rio - Frequentar boates e casas de shows é uma prática comum para boa parte dos cariocas. Porém, é importante ficar atento aos riscos da exposição a sons muito altos, por longo período. Segunda maior causa de perda de audição, a intensidade exagerada poderá ser motivo até de cassação de alvará dos locais que ultrapassarem os decibéis permitidos.Projeto de lei que tem como

objetivo estipular o máximo de 85 decibéis em casas noturnas tramita na Câmara dos Deputados. O autor é o deputado federal Onofre Santo Agostin (PSD-SC). “As boates e casas de shows produzem poluição sonora e problemas para a saúde. A questão é importante também para vizinhos destes locais”, defende. Segundo o projeto, o máximo de decibéis foi estipulado com base na Campanha Nacional da Saúde Auditiva, da Sociedade Brasileira de Otologia.

Casas noturnas que desrespeitarem o limite poderão ter alvarás cassados%2C segundo o projeto de lei Instok

O controle do volume destes estabelecimentos também é uma preocupação dos especialistas. A exposição a ruídos intensos é responsável por graves consequências na saúde, afirma a fonoaudióloga Marcella Vidal, da empresa Telex Soluções Auditivas. “Nós temos dentro da orelha um órgão chamado cóclea, que é formado por células em formato de cílios, como os dos olhos, que são responsáveis pela amplificação do som. Quando há níveis muito intensos, elas são destruídas”, explica.

As células ciliadas, após morrerem, não passam por processo de regeneração. A perda, portanto, é irreversível. Daí a importância da conscientização, principalmente entre os mais novos. “Já é possível encontrar casos de jovens que perderam parte da audição devido a sons muitos intensos”, alerta a fonoaudióloga.

ORIENTAÇÕES PARA UMA AUDIÇÃO SAUDÁVEL

LONGE DE CAIXA DE SOM

Para garantir a saúde dos seus ouvidos, evite ficar ao lado de caixas de som em boates e shows. Nestes locais, a intensidade dos ruídos ultrapassa os 100 decibéis. Num show agitado, por exemplo, quem fica a um ou dois metros de distância das caixas de som tem uma ‘carga’ de 105 a 120 decibéis nos ouvidos.

PROTETOR DE OUVIDO

Se você vai ficar durante muito tempo em um lugar barulhento, é indicado o uso de protetores auriculares. Os dispositivos podem ser coloridos ou mais discretos, para não serem percebidos.

TEMPO MÁXIMO

Se não há escapatória, o ideal é ficar no máximo 30 minutos em exposição aos ruídos que ultrapassem 100 decibéis. Mais que isso, problemas futuros podem surgir, principalmente para quem tem predisposição genética.

PRESTE ATENÇÃO

Você pode estar com problemas de audição se: coloca a TV ou o rádio em volume mais alto do que outras pessoas de sua convivência; apresenta dificuldade em entender conversas com ruídos ao fundo ou bate-papos em grupo; sempre pede aos outros para repetirem o que estão falando.

Saúde ‘portátil’: prós e contras

Muitos dispositivos saíram dos consultórios e foram para as farmácias. Especialistas alertam que o avanço é positivo, mas exige cuidados para não causar problemas, em vez de alívio.

O Tanyx, aparelho portátil vendido em drogarias, diminui a dor com estímulos elétricos. Ele é indicado para problemas de coluna, artrose, tendinite e cólicas, entre outros. Para Luiz Alberto Rosan, fisioterapeuta da Seleção de futebol, a grande vantagem é o fácil manuseio. “Tenho usado em larga escala, sempre associado com outras terapias”.

Há ainda os aparelhos de luz pulsada portáteis para depilação, com potência menor que os de clínicas. A dermatologista Helena Costa explica que o efeito é o enfraquecimento dos pelos, e que o ideal é usar o aparelho como manutenção após depilação a laser.

Outro é o Pointts, que elimina verrugas. Para o dermatologista Murilo Drummond, do Instituto de Pós Graduação Médica Carlos Chagas, o ideal é tratar o vírus em consultório.

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