Coreia do Sul - Os mergulhadores que trabalham no resgate das vítimas do naufrágio que ocorreu na última semana na Coreia do Sul encontram cabines cheias de corpos dos passageiros e enfrentam dificuldades para recuperá-los, informou a rede de TV americana CNN nesta sexta-feira. O número de mortos confirmados na tragédia é de 185, segundo a Guarda Costeira sul-coreana. Há 117 desaparecidos.
De acordo com autoridades sul-coreanas, mergulhadores acharam os corpos de 48 meninas que usavam coletes salva-vidas em uma cabine com capacidade para 30 pessoas, indicando que muitos passageiros correram foram para o mesmo local quando a balsa começou a virar.
A balsa naufragou na última quarta após fazer uma curva repentina entre a cidade portuária de Incheon e a ilha turística de Jeju. Na quarta-feira, o número confirmado de mortes chegava a 150, sendo que muitas vítimas foram achadas na popa do navio.
O capitão da embarcação, Lee Joon-seok, de 69 anos, e outros tripulantes foram detidos sob suspeita de negligência.Paralelamente, promotores que investigam o acidente fizeram buscas na casa de Yoo Byung-un, chefe da família proprietária da empresa Chonghaejin Marine, que operava a balsa Sewol.
Houve buscas também na casa do filho de Yoo e no escritório de uma igreja à qual ele é ligado, segundo um promotor que pediu anonimato. As finanças da empresa Chonghaejin são alvo de suspeitas nos últimos dias, mas não está clara qual é a relevância das ações dos promotores. Yoo já passou quatro anos preso por fraude, na década de 1990.
Em um gesto raro, a reclusa Coreia do Norte - que rotineiramente ameaça destruir a vizinha Coreia do Sul - enviou uma mensagem de solidariedade. Os dois países estão tecnicamente em guerra desde 1950. "Expressamos condolências pelos desaparecidos e mortos, inclusive jovens estudantes, pelo naufrágio da Sewol", disse a mensagem, divulgada pelo ministério sul-coreano da Unificação.