Obama e Hollande ameaçam Rússia com mais sanções por atos na Ucrânia

Ambos ameaçaram aumentar a pressão caso a Rússia coloque em risco a realização das eleições presidenciais ucranianas

Por leonardo.rocha

Washington - Os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da França, François Hollande, ameaçaram à Rússia nesta sexta-feira com novas sanções caso continue com seu comportamento com relação Ucrânia, informou a Casa Branca. Em uma conversa por telefone, Obama e Hollande "destacaram que a Rússia enfrentará sanções adicionais e significativas se continuar com seu comportamento provocativo e desestabilizador", indicou o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, em comunicado.

Presidente dos Estados Unidos, Barack ObamaEfe



Tanto os EUA quanto a União Europeia (UE) impuseram várias rodízios de sanções a entidades e indivíduos russos pelas ações de Moscou na Ucrânia. Além disso, ambos ameaçaram aumentar a pressão caso a Rússia coloque em risco a realização das eleições presidenciais ucranianas, previstas para 25 de maio. "O presidente Obama louvou os esforços do governo ucraniano para unificar o país ao convocar eleições presidenciais livres e justas para 25 de maio, que levarão a um processo inclusivo de reforma constitucional", apontou Carney.

Obama e Hollande também conversaram sobre a situação na Nigéria por conta do sequestro de mais de 200 meninas por parte da milícia radical islamita Boko Haram, acrescentou a Casa Branca. Eles falaram dos preparativos para a reunião regional que reunirá amanhã em Paris os chefes de Estado dos países afetados pelo Boko Haram - Nigéria, Chade, Níger, Benim e Camarões - além de representantes da UE, dos Estados Unidos e do Reino Unido.

Com relação à Ucrânia, a chamada acontece um dia depois de ser revelado um atrito entre EUA e França por conta da intenção do governo francês de vender dois navios de guerra à Rússia. O secretário de Estado de EUA, John Kerry, se reuniu na terça-feira com o ministro das Relações Exteriores francês, Laurent Fabius, e deixou claro que não acha que "este seja um momento adequado para seguir adiante com essas vendas militares dadas as ações da Rússia" na Ucrânia, indicou nesta quinta-feira a porta-voz do Departamento de Estado, Marie Harf.

Quanto à realização das eleições presidenciais previstas para dia 25, Carney disse hoje que os separatistas pró-Rússia "perturbaram a preparação (para o pleito) em áreas isoladas de Donetsk e Lugansk, mas na grande maioria do país a situação está calma e os preparativos seguem adiante".

Em sua entrevista coletiva diária, Carney também celebrou "os sinais que os separatistas" pró-Rússia estão dando ao "abandonar os edifícios" que tinham tomado em várias localidades do leste da Ucrânia.

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