ONU denuncia grave perseguição a jornalistas e ativistas no leste da Ucrânia

Relatório afirma que pelo menos 23 repórteres e fotógrafos, tanto ucranianos como estrangeiros foram 'raptados e detidos'

Por clarissa.sardenberg

Ucrânia - A ONU denunciou nesta sexta-feira ataques à liberdade de expressão no leste da Ucrânia, assim como a perseguição e detenção de jornalistas, ativistas e políticos locais, segundo o relatório da missão de observadores de direitos humanos.

O documento destaca ainda que esses ataques ocorrem especialmente em Sloviansk, um dos focos da insurreição pró-russa. A perseguição de jornalistas é particularmente alarmante, com postos de controle em Sloviansk, onde há listas com nomes de pessoas que estão sendo procuradas, em alguns casos com fotografias e dados pessoais.

Militares russos em blindados perto da fronteira no leste da UcrâniaReuters

O relatório afirma que a ONU conta com informação confiável de, pelo menos, 23 jornalistas, repórteres e fotógrafos, tanto ucranianos como estrangeiros, que foram "raptados e detidos ilegalmente, principalmente em Sloviansk".

Também no leste da Ucrânia, a ONU denuncia repetidos atos de violência contra manifestações pacíficas, principalmente se estas são a favor da unidade com a Ucrânia e contra a anarquia que prevalece nas cidades e localidades mais pequenas dessa parte do país. "Na maioria de casos, a polícia local não fez nada para prevenir a violência, enquanto em outros cooperou abertamente com os agressores", sustentam os observadores enviados pela ONU à Ucrânia e cujas informações cobrem o período de 2 de abril a 6 de maio.

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