Por bferreira

Tailândia - Manifestantes tailandeses prometeram ontem que continuarão nas ruas na tentativa de derrubar o governo, apesar de, durante a madrugada, o Exército ter decretado lei marcial para sufocar os distúrbios. Os soldados foram mobilizados na capital, Bangcoc, o que provocou temores de um golpe de Estado.

O chefe do Exército da Tailândia, Prayuth Chan-Ocha, disse ter declarado a lei marcial para garantir “a paz e a ordem” nos protestos populares nos quais morreram 28 pessoas desde o fim de 2013.

Após o decreto, o comandante convidou os rivais políticos a “dialogar”, sem anunciar a destituição do governo do premiê interino Niwattumrong Boonsongpaisan, que não foi consultado sobre a lei marcial. Ele assumiu o cargo após a destituição, dia 7, da primeira-ministra Yingluck Shinawatra, acusada de corrupção. Os militares afirmam que o governo provisório continua com Niwattumrong como interino, e que o Exército assumiu a responsabilidade ‘apenas’ pela segurança nacional.

Ainda de madrugada, o Exército determinou que todas as rádios e televisões do país, públicas ou privadas, alterem sua programação habitual. Os militares garantem que esta medida serve para assegurar que todas as notícias que cheguem ao público sejam verdadeiras, segundo o site do jornal ‘Bangkok Post’. Foram proibidas as coberturas sobre as manifestações populares.

O canal ‘Blue Sky’, que apoia as manifestações, substituiu as imagens dos protestos que exibe diariamente por mensagem que informa sobre o fim da transmissão. “Vamos seguir lutando”, disse o líder dos manifestantes, Suthep Thaugsuban.

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