Ataque mata sete nos Estados Unidos

Polícia acredita que crime foi premeditado e filho de diretor de cinema é principal suspeito

Por tabata.uchoa

Washington - Sete pessoas morreram e sete ficaram feridas na sexta-feira à noite, em um tiroteio em uma zona universitária e de lazer em Isla Vista, em Santa Bárbara, na Califórnia. Entre os mortos encontra-se o atirador, que até a noite de ontem não havia sido identificado. O principal suspeito é o jovem Elliot Rodger, 22 anos, filho de Peter Rodger, diretor-assistente do filme ‘Jogos Vorazes’.

O carro do suposto atirador em um dos nove locais em Isla Vista%2C na Califórnia%2C onde ocorreram tiroteiosReuters / Jonathan Alcorn

O crime ocorreu em nove lugares diferentes. As primeiras chamadas de emergência foram feitas por volta das 21h30 locais, após o primeiro tiroteio, perto de um mercadinho, onde morreu uma pessoa.

O agressor foi encontrado morto devido a um tiro dentro de um carro preto da marca BMW, de onde, de acordo com testemunhas, disparou enquanto percorria as ruas da área. Uma arma semiautomática foi achada no lugar.

O homem trocou tiros com a polícia duas vezes de dentro do carro e conseguiu fugir em ambas as ocasiões. Em seguida, bateu em um carro estacionado e, quando a polícia se aproximou, comprovou que ele estava morto, com um tiro na cabeça. O chefe da polícia afirmou que ainda não se sabe se o suspeito morreu baleado pelos policiais, com quem trocou tiros, ou se ele se suicidou.

“A polícia está analisando provas escritas e gravadas que sugerem que esta atrocidade foi um massacre premeditado”, disse o chefe da polícia local, Bill Brown. O advogado do cineasta Peter Rodgers, Alan Shifman, contou que a família acredita que Elliot foi o responsável pelos tiros. Os parentes do jovem entraram em contato com a polícia a respeito de vídeos postados por ele no YouTube recentemente “que falavam de suicídio e de matar pessoas”.

Os atentados realizados por atiradores são frequentes nos Estados Unidos: o FBI registrou 170 tiroteios, com pelo menos quatro vítimas fatais, desde 2006. Entre os mais graves estão o do campus de Virginia Tech, em 2007, com 32 mortos, e o da escola Sandy Hook, em Newtown, em 2012, com 26 vítimas fatais.

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