Similar à dengue, febre chikungunya preocupa autoridades no Brasil

Secretaria estadual de Saúde afirma que não há infecção no Brasil. Três casos foram confirmados no Estado do Rio

Por marlos.mendes

Rio - Três casos da febre Chikungunya foram confirmados no Estado do Rio. Os pacientes — dois homens e uma mulher adultos, já curados — foram infectadas em viagens ao Haiti, à Ásia e à República Dominicana. A doença tem sintomas iguais aos da dengue e é transmitida da mesma forma, pelos mosquitos Aedes aegypti, além do Aedes albopictus.

Os homens foram infectados em maio (Haiti) e junho. Não foi divulgado em que cidades do Estado do Rio eles moram. A mulher é da capital e adquiriu o vírus na República Dominicana, de onde retornou dia 23 de junho.

O Aedes aepypti, que transmite a dengue, também pode transmitir o vírus CHIKV, da febre chikungunyaAgência Brasil

Segundo o superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria Estadual de Saúde, Alexandre Chieppe, houve ações de combate ao mosquito em locais próximos às residências e locais de trabalho deles, com eliminação de focos e fumacê.

Chieppe alerta que foram analisados mosquitos e que em nenhum inseto foi encontrado o vírus. Este ano, foram confirmados 17 casos da febre Chikungunya no Brasil, todos importados. Do total, 15 foram registrados em brasileiros que regressaram de missão no Haiti. “Não há nenhum caso de transmissão dentro do estado e do país. Nossa preocupação é em evitar que o vírus seja introduzido em nosso estado”, disse.

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Ele explicou ainda que os sintomas aparecem entre quatro e oito dias após a picada do mosquito, mesmo período em que o vírus circula no corpo do infectado. Após esse tempo, não há risco de um mosquito picar a pessoa vítima da doença e se tornar transmissor da Chikungunya.

“A maioria dos casos evolui para a cura. A doença não tende a ter casos graves como a dengue”, explica, acrescentando que os casos não têm relação com a Copa do Mundo. Estes não foram os primeiros registros de moradores do Rio com a doença. Segundo Chieppe, em 2010 uma pessoa também foi infectada após ir à Ásia e não teve complicações.

SINTOMAS

Febre, dor de cabeça, vermelhidão na pele e dores nas articulações, principalmente de mãos e joelhos.

TRATAMENTO

Não há vacina ou remédio. O tratamento é com hidratação e medicamentos para aliviar sintomas. Complicações graves são raras, mas em pessoas idosas pode matar.

CASOS SUSPEITOS

Pessoas que viajaram para Ásia, África, Europa, América Central e Caribe, e que estão com os sintomas, devem procurar hospitais e relatar a viagem ao médico.

PREVENÇÃO

O jeito é combater o mosquito, evitando água parada, onde ele se reproduz. Pratos sob vasos de plantas devem ser retirados e caixas d’água, totalmente vedadas. Bandejas de ar-condicionado e de geladeira devem ficar sem água e limpas.

Contágio mais rápido no Rio

Pesquisa da Fiocruz, divulgada em abril, revelou que os mosquitos da capital são os mais ‘competentes’ para transmitir a Chikungunya. Cerca de 97% dos Aedes albopictus do estado utilizados na pesquisa passaram o vírus uma semana depois de ingerirem sangue contaminado. Na cidade do Rio foram encontrados insetos que transmitiram em apenas três dias. “É preciso combater focos e garantir que os insetos adultos morram antes de transmitir”, disse o coordenador do estudo, Ricardo Lourenço.

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