Ofensiva contra Gaza continuará apesar de aumento de número de vítimas Gaza

Benjamin Netanyahu, advertiu que Israel não deterá a ofensiva até destruir os túneis que ligam Gaza a Israel

Por guilherme.souza

Israel - Pelo menos 27 palestinos morreram e dezenas ficaram feridos nesta quinta-feira, no 24º dia da ofensiva israelense Limite Protetor em Gaza, que continuará até que Israel considere resolvida o problema dos túneis, como explicou o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.

Após a jornada de ontem, a mais sangrenta até o momento, dia em que morreram 119 palestinos e 500 ficaram feridos, aviões de combate e tanques israelenses atacaram de novo a Faixa de Gaza. Segundo o Ministério da Saúde em Gaza, foram registradas vítimas nesta quinta-feira em diversos ataques contra as cidades de Gaza, Khan Yunes, Deir al-Balah e Jabalya, informou a agência de notícias palestina "Maan".

Em Gaza, o escritório do colaborador da Agência Efe foi atingido por um projétil de artilharia israelense, que provocou grandes danos materiais. Hoje mesmo, a agência palestina "Maan" comunicou que nove jornalistas palestinos morreram na Faixa de Gaza desde que Israel começou a operação Limite Protetor, um número considerado alto de vítimas entre os profissionais da comunicação, segundo a publicação.

Por sua vez, o exército israelense informou que o número de foguetes lançados da Faixa de Gaza chegou hoje a cerca de 60. Desde 8 de julho, quando começou a operação, aproximadamente 2.800 foguetes já foram disparados do território em direção a Israel. Pelo menos seis deles atingiram hoje território israelense, enquanto dois foram interceptados pelo sistema antimísseis 'Cúpula de Ferro' sobre a área de Tel Aviv.

Em um dos ataques, na cidade de Kiryat Gat, três israelenses ficaram feridos e uma casa foi danificada. Fontes militares comunicaram também que suas tropas abateram um miliciano palestino quando ele saia de um dos mais de 30 túneis que comunicam a Faixa de Gaza com Israel e que foram localizados durante a operação. O disparo de foguetes levou a polícia israelense a pedir para a população próxima à fronteira com Gaza evitar a área, informou a edição digital do jornal "Yedioth Ahronoth".

Enquanto os confrontos continuam no terreno, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, advertiu nesta manhã que Israel não deterá a ofensiva iniciada contra a infraestrutura militar do movimento islamita palestino Hamas até destruir os túneis que ligam Gaza a Israel. "Estamos decididos a completar nossa missão com ou sem cessar- fogo", afirmou Netanyahu em uma coletiva de imprensa em Tel Aviv concedida ao lado do ministro da Defesa, Moshe Yaalon, e o chefe do exército, Beny Gantz, pouco após uma reunião do Conselho de Ministros.

No encontro, Netanyahu insistiu que "não aceitará uma situação que não permita ao exército completar sua missão", que significa dinamitar todos os corredores subterrâneos encontrados até agora e construídos pelo Hamas. As tropas israelenses, que entraram em Gaza por terra no dia 17 de julho e conheciam a existência de uma dezena de túneis, descobriram até agora outros vinte, além de quase 60 passagens e corredores que conduzem a eles. Para continuar com o trabalho, o exército israelense convocou nas últimas horas 16 mil reservistas para reforçar e substituir as tropas atualmente de operações em Gaza.

Até o momento, 56 soldados já morreram em combate. Após o anúncio de Netanyahu, Khalil Al Haja, membro do departamento diplomático do Hamas, afirmou que Israel "está buscando uma saída" após sofrer "os golpes das forças da resistência". "A única saída é a aceitação dos termos da resistência", afirmou Haja, segundo o jornal israelense "Haaretz"

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