Exame indolor e gratuito diagnosticaa endometriose

Ressonância magnética substitui bem a videolaparoscopia

Por O Dia

Rio - Doença que causa fortes dores e leva mulheres à infertilidade, a endometriose é de difícil diagnóstico. O exame mais prescrito para detectar o mal é a videolaparoscopia, invasiva e feita em centro cirúrgico. A alternativa, uma ultrassonografia especial, só é realizada na rede particular, a alto custo. Mas especialistas avisam: um exame indolor e disponível na rede pública de saúde também tem bons resultados — a ressonância magnética.

“Ela cumpre o mesmo papel de outros exames, sem custos para a paciente”, explica o ginecologista Cláudio Cursi, especialista em endometriose e presidente da Sociedade Brasileira de Videocirurgia. Segundo ele, o grande gargalo no combate à doença é justamente o desconhecimento por parte dos profissionais de saúde. Por isso, o diagnóstico leva, em média, 10 anos para ser feito. “A endometriose piora a cada mês e nossa maior dificuldade tem sido identificá-la corretamente. A mulher fica anos sofrendo com dores muito fortes”, aponta Cursi.

A ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal, técnica desenvolvida por médicos do Hospital das Clínicas, em São Paulo, tem se tornado referência mundial no diagnóstico da endometriose. Mas o exame demanda profissionais altamente qualificados da rede particular para analisar seus resultados, além do uso de laxante pelas pacientes meia hora antes do exame.

Mulher deve se informar

Autor do ‘Atlas de Ressonância em Endometriose Profunda’, que se propõe a universalizar o conhecimento sobre a doença entre os médicos, Cursi alerta para a necessidade de as mulheres se inteirarem sobre o assunto. “A paciente que indaga seu ginecologista o obriga a buscar mais informação e pode acelerar a identificação do problema”, sugere.

A endometriose é doença hormonal que ocorre quando o endométrio, tecido que reveste internamente o útero, não se dissolve por inteiro nas menstruações. Ele pode ‘grudar’ em outros órgãos, como ovários e intestino, causando inflamações, cólica menstrual intensa, sangramentos na urina ou fezes e dor forte no ato sexual. A doença causa 50% dos casos de infertilidade feminina.

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