Estado Islâmico executa 250 soldados sírios após tomada de base aérea

Vídeo publicado no Youtube mostra corpos de dezenas de homens deitados vestindo nada além de suas roupas íntimas

Por leonardo.rocha

Cerca de 250 homens foram obrigados a caminhas por deserto sírio apenas com suas roupas íntmasReprodução Vídeo

Síria - Rebeldes Estado Islâmico (EI) executaram pelo menos 250 soldados sírios no norte do país nesta quinta-feira. Segundo o grupo jihadista, a chacina aconteceu logo após a captura dos oficiais na base de Raqqa, conquistada pelos fundamentalistas no último domingo depois de semanas de combates.

Um vídeo publicado no Youtube pelos militantes islâmicos mostra a execução de 250 soldados sírios com tiros à queima roupa. Antes de morrer, os militares foram obrigados a ficar apenas de cuecas e a marchar por um deserto, aparentemente, em direção às suas covas.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), que monitora o conflito, disse que os soldados executados estavam tentando escapar do aeroporto quando foram capturados por combatentes islâmicos.

A base foi o último complexo militar que ainda estava nas mãos do regime de Bashar al-Assad, e possuía aviões de combate, helicópteros, tanques e artilharia. Ainda não se sabe se o local será mantido pelos jihadistas.

O caso

Nesta quarta-feira, o EI divulgou uma série imagens de soldados sírios aprisionados, de execuções sumárias e de armas capturadas nesse aeroporto militar. Os combatentes do EI assumiram no último domingo o controle total do aeroporto de Al Tabqa, último bastião do regime sírio na província setentrional de Al Raqqah.

Na ocasião, em comunicado, o Observatório Sírio de Direitos Humanos informou que mais de 170 soldados do regime, entre eles oficiais e suboficiais, morreram nos combates, bombardeios e atentados suicidas relacionados à luta pelo controle do aeroporto. Nesta quarta, a comissão das Nações Unidas que investiga as atrocidades ocorridas na Síria também acusou o EI de cometer crimes de guerra e contra a humanidade de forma regular, incluindo torturas, assassinatos e estupros.


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