Mudanças climáticas afetam a saúde humana

OMS alerta que a poluição mata 7 milhões de pessoas por ano e que países precisam reverter situação agora

Por felipe.martins , felipe.martins

Genebra - As mudanças climáticas podem afetar gravemente a saúde dos seres humanos. O alerta foi feito por Margaret Chan, diretora-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), em recente conferência sobre o tema, em Genebra. Segundo ela, “as soluções existem, mas o mundo precisa agir de forma decisiva para mudar a trajetória”.

Mais de 300 especialistas, incluindo autoridades de governos, representantes de várias agências da ONU e de ONGs participaram da reunião. A maioria dos presentes concordou que os países precisam agir rapidamente e de forma assertiva para promover estratégias inteligentes para o clima, segundo o portal Ecodebate Cidadania e Meio Ambiente.

Na China%2C a poluição é tão grave que às vezes é preciso usar máscaraIstock

“A boa notícia é que, reduzindo os efeitos da mudança climática, pode-se gerar benefícios imediatos à saúde”, afirmou a diretora de saúde pública da OMS, Maria Neira. Ela explicou que o exemplo mais significativo é o da poluição do ar, que em 2012 foi responsável pela morte de 7 milhões de pessoas no mundo. Segundo Neira, há provas concretas de que a mitigação da mudança climática pode reduzir muito esse número.

A OMS cita que mudanças nas políticas de transporte e energia podem salvar as vidas de milhões, evitando doenças causadas pelo alto índice de poluição. A agência da ONU diz ainda que as mudanças nas políticas podem reduzir também doenças associadas à inatividade física e aos acidentes de trânsito, segundo o Ecodebate.

Além disso, a OMS afirma que as ações adotadas para se adaptar à mudança do clima vão ajudar a salvar vidas de várias formas. Entre elas, preparando as comunidades para enfrentar o impacto do calor, de climas extremos, doenças infecciosas e insegurança alimentar.

Mais óbitos a cada ano

Se no ano de 2012 a poluição do ar matou 7 milhões de pessoas, como informou a OMS, o número representa um aumento de quase 120% em relação à quantidade de óbitos de 2010, que foi de 3,2 milhões. No ano 2000, as vítimas fatais foram 800 mil, de acordo com o projeto ‘Global Burden of Disease’ (Carga Global de Doenças), que conta com a participação de centenas de especialistas do mundo todo, inclusive do Brasil.

A avaliação dos cientistas se baseia em medidas de solo, dados de satélites e modelos globais de transportes de substâncias químicas pelo ar. No Brasil, dados anteriores da OMS estimam que somente a poluição atmosférica cause 20 mil mortes por ano, número cinco vezes maior do que o de óbitos estimadospor tabagismo passivo.

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