Por leonardo.rocha

Hong Kong - O líder de Hong Kong se ofereceu nesta quinta-feira para conversar com os manifestantes pró-democracia, mas diz que não vai acatar as exigências do grupo sobre renunciar ao cargo. Chefe executivo da região, Leung Chun-ying disse aos repórteres que pediu a um alto funcionário de seu governo para organizar conversações com os manifestantes. A maioria deles tem exigido reformas eleitorais.

O protesto é o maior desafio à autoridade de Pequim desde que a China assumiu o controle da antiga colônia britânica em 1997. Leung fez os comentários em uma coletiva alguns minutos antes do prazo final imposto por ativistas para ele renunciar.

Multidão de manifestantes se reúne no centro de Hong Kong Reuters


Antes do anúncio, os líderes das duas principais universidades cujos alunos se juntaram aos protestos apareceram diante de uma nervosa multidão reunida na entrada do escritório de Leung e pediram calma.

Durante o dia, os manifestantes prepararam máscaras e óculos de proteção enquanto policiais carregavam suprimentos como gás lacrimogêneo e outros equipamentos anti-motim à medida que os impasses se intensificam entre o governo e os civis.

A polícia alertou para consequências graves se os manifestantes tentassem cercar ou ocupar prédios do governo. Os manifestantes ameaçaram fazê-lo, se Leung não renunciasse até o final do dia desta quinta-feira.

Em coletiva realizada pouco antes da meia-noite (horário local), Leung disse que as autoridades continuarão a tolerar os protestos desde que os participantes não tentam ultrapassar as linhas policiais.

Mais cedo, o governo de Hong Kong exortou os manifestantes para acabarem com o bloqueio do centro da cidade, dizendo que suas ações estavam afetando a ordem pública e a prestação de serviços públicos. As autoridades alertaram que qualquer tentativa de ocupar edifícios públicos enfrentará uma reação dura e resoluta.

Os manifestantes, maioria jovens, exigem que o dirigente de Hong Kong renuncie, ameaçando ocupar prédios do governo se ele não o fizer. Eles também querem que a China introduza a democracia plena para que a cidade possa escolher livremente o seu líder.

"Cerca de 3 mil funcionários do governo vão tentar fazer o melhor que puderem amanhã para voltar a trabalhar. Para manter o serviço público, a sede do governo deve funcionar como de costume", disse o governo em comunicado. "Instamos os líderes e organizadores do movimento Ocupem o Centro a encerrarem a manifestação imediatamente."

Em uma entrevista separada, o superintendente da polícia de Hong Kong, Steve Hui, pediu que os manifestantes não bloqueiem ou ocupem edifícios públicos e disse que a polícia iria tomar medidas em conformidade com a lei, se eles fizeram isso.

Os manifestantes começaram a ocupar partes de Hong Kong desde o último fim de semana, exigindo que o líder de Hong Kong, Leung Chun-ying, renuncie e expresse o seu apoio à democracia plena no território chinês, para que possam escolher livremente o seu próprio líder.

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