Apoio da família aumenta o sucesso do tratamento contra o câncer de mama

Filhos mesmo pequenos devem ser informados, afirmam especialistas

Por karilayn.areias

Rio - O Brasil tem em média 57 mil novos casos de câncer de mama por ano, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Além da importância do diagnóstico precoce, principal bandeira da campanha Outubro Rosa, o carinho da família é fundamental para a cura. No livro infantil ‘Cadê seu peito, mamãe?’, a autora Ivna Maluly, que teve a doença, retrata sua história e o olhar do filho pequeno diante das mudanças.

Livro mostra como abordar o assunto com crianças. Autora%2C mãe de um menino%2C teve a doença em 2009 Divulgação

A obra, repleta de ilustrações coloridas, busca explicar para as crianças, com um texto bem-humorado e sincero, o que acontece quando alguém da família sofre do mal. Em 2009, Ivna precisou fazer mastectomia. Seu filho, Elias, tinha 4 anos. “Eu tinha acabado de voltar do hospital. Ele entrou no banheiro e viu que eu tinha tirado o seio.” A partir daí, as perguntas assustadas e inocentes surgiram, mas ela não hesitou em contar que estava com câncer.

Para o médico Alexandre Villela, da Sociedade Brasileira de Mastologia, a decisão de falar a verdade é o melhor caminho para a paciente e a criança. A rotina da família e o comportamento da mãe mudam drasticamente, além da aparência. “Para que a criança entenda o porquê de a mãe não ter a mesma disposição e para que a mulher fique mais tranquila, é importante explicar a eles”, defende o médico.

Dois anos antes de Ivna adoecer, a mãe dela também enfrentou a mal. “Eu não me abria com ninguém. Elias percebeu e desenvolveu alergias de fundo emocional. Por isso, quis fazer diferente quando fiquei doente”, conta a escritora.

Alexandre Villela lembra que quanto mais apoio e atenção a paciente tiver, melhor será sua resposta ao tratamento. “Se ela se sentir amada, seu sistema imunológico trabalha melhor”.

A campanha mundial Outubro Rosa busca disseminar a importância dos exames regulares.Segundo Villela, a mamografia anual após os 40 anos é essencial para o diagnóstico precoce.


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