EUA tem segundo caso de ebola

Na Espanha, enfermeira que contraiu o vírus melhora, mas continua em quarentena junto com mais 15

Por tamara.coimbra

Texas -  No Texas, Estados Unidos, uma enfermeira, que participou do atendimento a Thomas Eric Duncan — que contraiu o vírus ebola na Libéria e morreu na quarta-feira —, foi diagnosticada com o vírus num exame preliminar, segundo informou neste domingo o Departamento de Serviços Médicos do Texas. Este poderá ser o segundo caso de ebola diagnosticado em território norte-americano.

Nos EUA%2C um agente da divisão de infectologia desinfeta o exterior da casa da enfermeira contaminadaEfe

“Nós sabíamos que um segundo caso poderia ser realidade e estávamos nos preparando para essa possibilidade”, disse o médico David Lakey, comissário do Departamento de Serviços Médicos do Texas. “Estamos ampliando a nossa equipe em Dallas e trabalhando com extremo cuidado para evitar a propagação da doença”, acrescentou.

O vírus na Espanha

A auxiliar de enfermagem Teresa Romero, de 44 anos, infectada com ebola na Espanha apresenta um quadro clínico estável. De acordo com autoridades locais, ela tem condições de se recuperar, já que sua carga viral começou a ser controlada e está reduzindo. Mas, apesar da boa notícia, o diretor do Centro de Alertas e Emergências Sanitárias do Ministério da Saúde espanhol, Fernando Simón, lembrou em coletiva de imprensa realizada nesse domingo que o alerta tem que continuar. “Uma pessoa com ebola está em uma situação sempre crítica pela gravidade da doença. Por isso, eu sou muito cauteloso no momento de dizer qual será o desenlace final”, disse ele.

Teresa recebeu na sexta-feira à noite uma dose do medicamento experimental Zmapp. Ela foi internada na segunda-feira e passou a receber tratamento contra o vírus, que provavelmente contraiu ao cuidar de um missionário espanhol repatriado a Madri no fim de setembro e que morreu vítima do ebola.

Além de Teresa, outros 15 pacientes estão internados no hospital Carlos III de Madri, em quarentena clínica, principalmente por terem tido contato com a auxiliar de enfermagem, os chamados contactantes. Eles não apresentam sintomas, mas seguem monitorados seguindo o protocolo.

O número de mortos em consequência do surto de ebola surgido na África Ocidental no fim do ano passado ultrapassou 4 mil, segundo o mais recente balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado na sexta-feira em Genebra.

De acordo com os últimos dados da OMS, de 8 de outubro, já foram registrados, no total, 8.399 casos em sete países, com 4.033 mortes.

Africano pode receber alta hoje

No fim da tarde deste domingo, foi coletada a segunda amostra de sangue do africano de Guiné Souleymane Bah, de 47 anos, internado com suspeita de ebola no hospital do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, na Fiocruz. O sangue será enviado para o Instituto Evandro Chagas, no Pará, e se, assim como o primeiro exame, o segundo também der negativo, Souleymane Bah deverá receber alta médica ainda hoje.

De acordo com a assessoria de imprensa da Fiocruz, o africano passou o domingo bem e não apresentou nenhum sintoma de ebola. Para os médicos José Cesbino e Marília Santini, que cuidam do caso, as chances do segundo exame dar negativo são bastante altas.

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